PAN questiona autarquia acerca das limpezas drásticas nas margens do Ave

Em meados do mês de março tiveram início, em vários troços do rio Ave, limpezas das suas margens, no âmbito da anunciada ecovia do AVE, que ligará as várias freguesia ribeirinhas. 

Segundo o porta-voz do PAN Guimarães, Nuno Teibão, nem tudo está a correr bem: “Estamos a assistir a limpezas e podas radicais nas margens, sabendo nós que  as zonas ripícolas são consideradas um dos habitats biofísicos mais complexos do planeta, quer pela sua biodiversidade e dinamismo, quer pela sua importante função de corredor ecológico. Estas galerias ribeirinhas têm inúmeras funções ambientais como, por exemplo, estabilização das margens, ensombramento do leito e proporcionar abrigo e alimento a muitas espécies de animais”, pode ler-se em nota enviada às redações.

O porta-voz do partido frisou, também, que “as alterações climáticas estão, nas regiões temperadas, a fazer com que a primavera chegue mais cedo do que era habitual. Em março, as plantas já estão bem desenvolvidas e as árvores e arbustos estão cobertos das primeiras folhas.  E não podemos esquecer que as margens dos rios são habitats sensíveis, que abrigam inúmeras espécies de animais que, nesta altura do ano, já estão muito ativos. Por estes motivos, março é um mês crítico para fazer podas e limpezas nas margens dos cursos de água. Não é por acaso que o ICNF recomenda que as limpezas nos cursos de água e nas suas margens devam ser feitas entre os meses de outubro e fevereiro”.

A Comissão Concelhia do PAN já questionou a Câmara Municipal de Guimarães por que razão esta limpeza não foi feita mais cedo, antes da primavera, e porque motivo, nos locais de intervenção, a cobertura vegetal está a ser destruída de um forma drástica, nomeadamente a vegetação herbácea e arbustiva, recorrendo até a máquinas pesadas. Isto porque “por agora já não se pode minimizar os impactos dessas intervenções,”.

Nuno Teibão disse esperar que “as limpezas tenham o intuito de se plantarem espécies ripícolas autóctones e restaurar as margens, por forma que cumpram, primordialmente, as suas funções ambientais, e só depois, sob certos limites, possam ser usufruídas por todos nós”, pode ler-se ainda na nota.

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