Paralisação total nas cantinas escolares de Guimarães na próxima terça-feira

Os trabalhadores das cantinas escolares de Guimarães vão estar em greve, “com paralisação total”, na terça-feira, dia 14 de junho. Segundo o sindicato da hotelaria do Norte, procuram melhores condições contratuais e aumentos salariais.

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte denuncia, em comunicado, as condições “precárias” destes profissionais. “Há quem trabalhe há mais de 20 anos consecutivos [com contratos] a termo certo”,e outras trabalhadoras que “são contratadas em setembro de um ano e despedidas em julho do ano seguinte”, avança.

“Muitas [funcionárias] trabalham poucas horas diárias, cujo valor que recebem não chega para pagar os transportes, não estão devidamente classificadas, recebem salários baixos, a empresa e a associação patronal recusam negociar melhores salários e a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho, e a Câmara Municipal de Guimarães não fiscaliza o Caderno de Encargos”, lê-se também no comunicado. As profissionais da Uniself, S. A. que exercem atividade profissional nas cantinas das escolas de Guimarães vão por isso recorrer à greve, “com paralisação total, durante todo o período de trabalho, no dia 14 de junho”.

As reivindicações apontadas são a passagem ao quadro de todos os trabalhadores contratados a termo e a contratação direta de todos os trabalhadores pela Uniself sem qualquer recurso a empresas de trabalho temporário. Destacam-se ainda as exigências de um horário completo de 40 horas semanais para os trabalhadores das cantinas de confeção, carga horária mínima de quatro horas diárias e 20 horas semanais para os trabalhadores das cantinas transportadas.

O sindicato exige ainda a reclassificação e a contratação de trabalhadores com a categoria de despenseiro e encarregado para todas as cantinas de confeção, “o pagamento das horas em dívida trabalhadas em janeiro e fevereiro”, um “aumento salarial de 100 euros para os trabalhadores com a categoria de cozinheira e de 50 euros” para as restantes funcionárias e o “cumprimento do caderno de encargos e do Contrato Coletivo de Trabalho” em vigor, defendendo a sua “imediata negociação”. Outras reivindicações são melhores condições de segurança e saúde no trabalho e o fornecimento de calçado e fardamento adequado.

Para além da greve, o sindicato vai promover também na terça-feira uma concentração de protesto à porta da Câmara Municipal de Guimarães a partir das 9h00. Vai ser dada ainda uma conferência de imprensa pelas 10h00, para fazer um balanço da greve.

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