PCP reapresentou proposta de ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães

A distrital do PCP voltou a reapresentar na Assembleia da República a proposta de ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães.

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Em conferência de imprensa esta terça-feira, a Direção da Organização Regional de Braga do PCP evidenciou que a “falta de ligação direta entre Braga e Guimarães dificulta o uso deste transporte, na medida em que é difícil conciliar horários profissionais ou escolares com os horários dos comboios”, lembrando que a ligação ferroviária entre as duas cidades demora, em média, hora e trinta e dois minutos.

O partido recorda que existe uma forte deslocação entre as duas cidades, quer para quem trabalha, quer para quem estude. Registe-se que a UMinho tem um campus em Guimarães. Além da UMinho, existem outros serviços e atividades económicas que envolvem muitos trabalhadores e implicam ligações constantes entre os dois concelhos.

Assim, dizem considerar que a realidade atual é o “resultado de uma política de desinvestimento e abandono do sector ferroviário que conduziu a um grave retrocesso no direito à mobilidade” e reitera que “a existência de uma ligação direta entre Braga e Guimarães permitiria uma articulação muito maior e necessária entre estes concelhos e reveste-se de indubitável importância”.

O PCP criticou ainda a proposta apresentada pelos presidentes de Câmara dos municípios que compõem o Quadrilátero Urbano – Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães – , que defenderam a construção de um metro de superfície. A seu ver, a proposta só veio gerar “mais ruído e confusão” e “tão-pouco tem qualquer enquadramento ou aferição prévia nos órgãos autárquicos”, não esquecendo que se trataria “mais uma proposta de parceria público-privada ao invés da promoção do reforço das empresas públicas, no caso a CP”.

Vincando que “o Governo tem ao seu dispor meios excecionais para realizar investimento nos transportes públicos”, a distrital do PCP reclama, “como prioridade, a concretização da ligação ferroviária direta entre os concelhos de Braga e de Guimarães e, depois o fecho da malha ferroviária com uma linha de concordância para Barcelos”.

Na conferência de imprensa estiveram presentes Torcato Ribeiro, Tânia Silva e Jorge Matos.

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