Pedreira Britaminho encerrada parcialmente

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Câmara Municipal de Guimarães determinaram o encerramento parcial da pedreira Britaminho, de Guimarães, após uma fiscalização realizada ontem, segunda-feira, à empresa. 

Miguel Pereira / Global Imagens

O encerramento da pedreira deve-se a uma suspeita de ser autora de descargas para ribeiros afluentes do rio Ave.

Em comunicado enviado ao Jornal de Notícias, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) dá conta que a fiscalização incidiu sobre a “unidade de corte e transformação de pedra da Britaminho – Granitos e Britas do Minho Lda.”, sendo que foram detetadas “irregularidades ambientais suscetíveis de gerar impacto negativo muito grave no ambiente, nomeadamente na ribeira de Ribeiral, afluente do rio Ave, a montante de captações de água para abastecimento público aos concelhos de Vizela e Guimarães, localizadas no rio Ave”.

Foi nesta ribeira que ocorreram episódios recentes de descargas com pó de pedra que contaminaram o afluente do rio Ave e campos agrícolas. Nos dias que se sucederam à descarga, Alexandre Martins, administrativo da Britaminho, culpou as “águas pluviais desta época do ano” e justificou a cor branca da água com a “chuva com resíduos da erosão dos montes que têm vindo a ser remexidos”.

A APA informou que o encerramento da Britaminho tem efeito imediato a partir de hoje, terça-feira, e incide sobre “todas as atividades da empresa das quais resulte a produção de águas residuais industriais”.

Esta é “uma medida cautelar que determina a suspensão parcial da laboração, na área do pavilhão de corte e transformação da pedra, até que a empresa apresente um plano de ação que resolva esta questão”, acrescenta o comunicado.

Após a apresentação e implementação do plano de correções, a unidade será novamente fiscalizada e, caso as ações estejam a ser devidamente executadas, as medidas cautelares agora impostas serão revistas.

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