Pedro Pidwell é o administrador nomeado para gerir a insolvência da Coelima

O gestor proposto pela administração da Coelima foi aceite pelo Tribunal de Guimarães. Pedro Pidwell vai gerir a insolvência da têxtil Coelima depois de acumular experiência em outras insolvências de grandes empresas, entre as quais o BES.

Foto: ECO

Este gestor de insolvências tem 53 anos e foi cavaleiro profissional até aos 30. Abandonou as provas de dressage devido a um problema de saúde e dedicou-se aos estudos. Ainda exerceu como advogado, mas acabou por se especializar na área das insolvências, liquidações judiciais e processos de recuperação de empresas.

Pedro Pidwell conta no seu currículo de administrador de insolvência com empresas como o Espírito Santo Financial Portugal (“holding” do GES que tinha quase um terço do BES), Soares da Costa, Páginas Amarelas, Herdade de Rio Frio, Rincon, Aquapura Douro Valley Hotels, Urbanos e as sociedades anónimas desportivas do Belenenses, Beira-Mar e da Naval 1.º de Maio.

Na petição inicial, dirigida ao Tribunal de Guimarães, a administração da Coelima alegava que “se impõe a nomeação de um administrador da insolvência que se caracterize pelo rigor, seriedade e idoneidade no exercício das suas funções, bem como que seja pessoa especialmente habilitada para a prática e atos de gestão, com provas dadas em processos de insolvência ou processos especiais de revitalização”.

A administração da Coelima propunha o nome de Pedro Pidwell por considerar que este conta com “uma estrutura de apoio à sua atividade, composta por colaboradores com experiência em cenários de insolvência e de reestruturação, o que será certamente determinante para uma célere e eficiente análise e tratamento das reclamações de créditos que serão certamente apresentadas neste processo”.

A Coelima apresentou-se à insolvência com uma dívida de cerca de 30 milhões de euros números referente ao fecho de contas do ano de 2020.

Entre os maiores credores estão duas instituições do perímetro do Estado, a Caixa Geral de Depósitos, com 8,5 milhões de euros, 42% do passivo e o Fundo Autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (participado a 74,12% pelo IAPMEI e a 15,03% pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças), com 7,8 milhões de euros, 38% do passivo da têxtil. Ainda no top-5 de credores aparecem a António Almeida e Filhos e a Moretextil.

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?