Pepa: “Não se festeja empates, ficámos frustrados por não ter ganho”

© VSC

No final da partida, que ditou um empate a zero entre Vitória e Belenenses SAD, Pepa era um técnico frustrado, mas ao mesmo tempo orgulhoso.

“Orgulhosos. Nunca se sentiram sozinhos, sabiam que olhavam para o lado e estava lá um colega para ajudar com um apoio incrível dos adeptos. Não se festeja empates, ficámos frustrados por não ter ganho. Com menos dois homens criámos oportunidades. Sobre arbitragem prefiro nem falar, tenho é de estar no banco e ajudar a equipa sem perder a cabeça. Não vi uma única vez um jogador do Vitória passar tempo. É sinónimo que estamos ali para jogar. O Alfa foi bem expulso, não nos vamos lamentar. Podemos lamentar outras coisas, mas estamos ali é para jogar. Era fácil cair no chão. O Rochinha deu a vida pela equipa e nós demos todos a vida uns pelos outros. Não aceitamos perdas de tempo, isto é para andar. A nossa equipa é isto: quer ganhar, ganhar e ganhar. Entramos sempre em campo com este espírito. Há uma palavra aqui: qualidade”, afirmou o treinador vitoriano.

Pepa não esqueceu Rochinha, extremo vitoriano que saiu diretamente para o hospital: “Uma palavra para ele e para a família, isso é o mais importante, a saúde. Não existem vitórias morais, mas este jogo fica na história. Tenho um orgulho tremendo. Homens lá dentro, homens solidários. É duro jogar com dez e depois com nove, mas não abdicámos de tentar ganhar o jogo. Não ganhámos, é verdade, mas quisemos os três pontos antes do jogo e durante o jogo, até ao último minuto. Com menos um, com menos dois. Fica para a história, com o apoio do público, é de louvar, a dar a vida uns pelos outros para não sofrer golos”.

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