POPULAÇÃO REVOLTADA COM PEDREIRA DE GONDOMAR

Entre os habitantes de Gondomar o sentimento é de indignação e revolta. Arrastar-se há vários anos um descontentamento com a pedreira local, Nicolau de Macedo S.A., pertencente ao grupo ABB. Quantidade excessiva de pó, barulho das máquinas 24 sobre 24 horas, poluição de águas e as lamas fazem a população viver em sobressalto e falar em “impunidade” relativamente ao estabelecimento.

O pó no ar é uma constante na freguesia de Gondomar. Cobre carros, telhados, plantações e acompanha os moradores durante todo o dia. A qualidade do ar, dizem, sai afetada e os problemas de saúde associados ao aparelho respiratório são bastante comuns. “O que mais nos prejudica em termos diários é, sem dúvida o pó. Nós abordamos a pedreira, e todas as entidades que supostamente seriam competentes para atuar, e não acontece nada. Às vezes chegamos a ligar quatro vezes no dia para a pedreira e, se formos mais ásperos, por um ou dois dias fica resolvido, mas depois volta ao mesmo. Não pode ser”, afirma um habitante local.

Sem se quererem identificar, com medo de represálias, os moradores vão dando conta das inúmeras queixas e contatos efetuados junto da Câmara Municipal, garantindo que até à data nada foi feito. “O meu pai deslocou-se lá à câmara, presencialmente, e passado cerca de um mês e meio, recebeu uma carta registada a dizer que tinham vindo cá fiscalizar e que não tinham notado nada de maior, tanto relativamente ao som como ao pó”, referiu outra moradora. Apesar de reconhecerem a existência de testes feitos no local à qualidade do ambiente, garantem que nunca nenhum resultado lhes foi dado a conhecer, admitindo mesmo a possibilidade de a pedreira ter conhecimento das datas desses testes e de alterar o normal funcionamento das instalações de modo a não apresentar resultados menos positivos.

Para além da questão do pó, que assumem como uma das mais preocupantes e que mais influência tem na sua qualidade de vida, os moradores abordam ainda a questão do barulho. Com algumas máquinas em atividade 24 sobre 24 horas, o som do trabalhar a pedra é constante na freguesia. Quer seja de dia ou de noite, durante a semana ou mesmo no fim de semana, o barulho não permite descanso.

O destaque da nossa edição n.º 149, para ler na íntegra na versão impressa do Mais Guimarães

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