“Presidente da Câmara não abre mão do controlo das Juntas de Freguesia”

Foi aprovada na reunião do executivo municipal desta quinta-feira, dia 21 de abril, a delegação de competências nas freguesias, bem como a concessão de apoios municipais às freguesias no valor total de 1,5 milhões de euros.

 © Direitos Reservados

Os vereadores da coligação JpG votaram contra as propostas, defendendo que o valor deveria ser duplicado de forma a garantir “emancipação política” e uma “maior independência das juntas de freguesia”.

“Já desde 2015 que temos vindo a defender a autonomia das juntas de freguesia”, mas aquilo que pudemos constatar hoje é que “o Sr. Presidente de Câmara não abre mão do controlo das Juntas de Freguesia”, referiu o vereador Hugo Ribeiro, acrescentando que “isso impacta diretamente no resultado eleitoral”.

Para o social-democrata, os autarcas deveriam ter “os meios bastantes para ter uma independência política do município” para que “façam jus aquilo para que foram eleitos” e para que “cumpram com aquilo que se comprometeram à população”.

Desta forma, sublinha, os presidentes de Junta não deveriam estar “constantemente a depender do município para a prossecução dos seus objetivos”.

Defendendo que se “deveria atribuir o dobro daquilo é atribuído pelo fundo de financiamento das freguesias”, Hugo Ribeiro considera que isso que permitiria uma independência “brutal”, evitando que “quando o calor das eleições aparece, os presidentes de Junta fiquem inibidos de algum comentário ou de alguma ação”, seja de que partido for.

O vereador da Coligação JpG deixou ainda críticas à extinção do pelouro das obras públicas, que se encontra agora sob a alçada de Domingos Bragança. “Nomeadamente na altura de António Magalhães, o vereador das obras municipais era precisamente o Doutor Domingos Bragança”, apontou Hugo Ribeiro.

“Agora, temos um presidente de Câmara que acumula estas funções e que vemos, muitas vezes, imbuído nestas questões simples que poderiam estar a ser desenvolvidas pelos presidentes de Junta”, criticou.

O vereador realça que, na sua opinião, “não deveriam ser necessários tantos procedimentos administrativos, se a lei não o impõe” e lembra que cada autarca “está a ser julgado pela população”.

Por seu lado, Domingos Bragança garante que está “em completo diálogo com todos os presidentes de Junta, independentemente das suas cores partidárias”, e que todos estão em concordância com aquilo que está a ser feito. O autarca reitera que pretende “um desenvolvimento harmonioso do concelho”.

Para Sofia Ferreira, vereadora das Freguesias, as críticas deixadas pela oposição traduzem-se numa “mensagem que não corresponde à realidade” e lembra que “os apoios resultam de um trabalho de proximidade”.

Defendendo que não se tratam de “apoios menores às freguesias”, a vereadora sublinha que “o conjunto de apoios que vieram para deliberação totalizam 1.5 milhões de euros”, valores que se completam “com outro tipo de apoios e investimentos que são atribuídos aos clubes desportivos, ipss, entre outros”.

“Não podemos menorizar importantes processos que estão no território com o objetivo de promover  o desenvolvimento harmonioso e a coesão social e territorial da totalidade do concelho”, finaliza.

©2022 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?