PRESIDENTE DO CART CONFRONTOU EXECUTIVO SOBRE SUBSÍDIOS ATRIBUÍDOS AOS CLUBES

O Presidente do CART, Lima Pereira, fez uma intervenção esta manhã na reunião camarária descentralizada, que decorreu em Urgezes. Na Ordem de Trabalhos, havia um ponto acerca da atribuição dos subsídios às entidades desportivas do concelho vimaranense. Sendo o próprio responsável por um clube de Guimarães, nas Caldas das Taipas, Lima Pereira mostrou desagrado com a repartição destes apoios.

Com cerca de 250 atletas, o presidente do CART começou por referir que o trabalho do clube “não tem sido valorizado”. “Achamos que o CART não tem o mesmo tratamento da Câmara Municipal em relação a qualquer outro clube de modalidade de pavilhão. Tem sido assim nestes últimos anos e pelo que li há pouco, este ano também irá ser. Olhando para a atribuição dos subsídios, mais uma vez o CART sai prejudicado em relação ao último ano. No ano passado, o CART, de 23 clubes que receberam cinco mil euros a mais, foi o único clube que viu o subsídio diminuir. Foi reduzido em dois mil e 500 euros. E para agravar, também a Junta de Freguesia não deu qualquer atribuição de subsídio. É um corte de cinco mil euros que dava para pagarmos a água e o gás durante esse ano. Em dois anos, o CART viu os subsídios da entidade camarária e da Junta reduzidos em 15 mil euros”, referiu.

Nas declarações à comunicação social, Ricardo Costa, vereador com o pelouro do Desporto, sublinhou que louva o trabalho que Lima Pereira tem feito no CART, mas deixou claro que não concorda com o que foi dito no contexto dos apoios. “A Câmara Municipal tem apoiado o CART de forma concreta e precisa. O ano passado, lembro-me bem, apoiamos um torneio internacional que fizeram cá e demos-lhe três mil e 500. Demos mais quinhentos euros para uma atividade que eles fizeram. Demos-lhes cinco mil euros para o pagamento do arrendamento da escola para poder praticar o desporto. Não é uma responsabilidade da Câmara. Obviamente que a Câmara responde às dificuldades. As críticas, na minha opinião, não são merecidas. Não são merecidas até pela proximidade que temos tido com o CART, com o trabalho que eles têm feito e por várias atividades que são feitas no CART, que apoiamos e em que estamos presentes”, disse. “Não podemos corresponder a tudo aquilo que os clubes pretendem. Uns querem pavilhões, querem relvados, querem vilas desportivas e isso é muito complicado. Temos de ser racionais na análise que fazemos”, completou.

Já Ricardo Araújo, vereador do PSD, mencionou que a intervenção do presidente do CART alinha com a posição da coligação Juntos Por Guimarães. “Há a uma diminuição do volume de apoio, que naturalmente depois os clubes sentem essa diminuição. Aquilo que o presidente do CART ali se queixou muito foi de não perceber a razão de haver, para circunstâncias aparentemente similares, uma atribuição superior para uns casos e inferior no caso do CART. Defendemos que a atribuição dos apoios deve ser baseada em critérios o mais objetivos possíveis. Defendemos ainda o reforço do apoio financeiro, e não a diminuição”, apontou.

Nos apoios aprovados por unanimidade esta manhã, o CART recebe um total de 17 mil e 500 euros (12 mil e 500 para a formação e cinco mil para a substituição das iluminárias para LED no pavilhão e aquisição e fixação dos postes de voleibol).

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