PSD: “CONFLITO DE INTERESSES” ESTÁ NA ORIGEM DA SAÍDA DE RICARDO COSTA DA TAIPAS TERMAL

PSD sugere que um alegado “conflito de interesses”, denunciado pelo médico Hélder Pereira, poderá estar na origem da saída de Ricardo Costa da liderança da Cooperativa Taipas Termal. Assunto foi debatido esta segunda-feira de manhã em reunião municipal.

©  Mais Guimarães

O anterior presidente da cooperativa Taipas Termal, Ricardo Costa, foi acusado, por parte do médico Hélder Pereira, de um possível conflito de interesses na gestão da cooperativa. Hélder Pereira é o Diretor do Centro Internacional de Traumatologia Desportiva da Clínica de Saúde da Taipas Termal e fez chegar ao presidente do município de Guimarães as suas preocupações que, segundo o jornal Reflexo, estarão relacionadas com a criação da empresa Neurónio Cristalino, que gere a Casa de Saúde Guimarães-Taipas, concorrente direta da Taipas Termal. A notícia foi motivo de discussão, esta manhã, em reunião municipal.

A empresa, com sede em Guimarães, tem como uma das sócias minoritárias Elza Silva, esposa de Ricardo Costa. De acordo com o mesmo jornal, o médico, reconhecido internacionalmente, refere no documento que a Clínica de Saúde Taipas Termal foi sofrendo “um desinvestimento e esvaziamento das suas ofertas de especialidade médicas”.

O assunto surgiu depois de Hugo Ribeiro, vereador do PSD, ter questionado o executivo acerca do sucedido. O social democrata defendeu que “a saída do presidente da Taipas Turitermas se deveu a esta polémica”.  O vereador Hugo Ribeiro explicou que a situação pode afetar “o bom nome da instituição, o relacionamento da Câmara com a instituição e a credibilidade das pessoas em causa”. “Não é uma questão política, mas sim de comunidade. O conflito de interesses é muito grave”, apontou.

Recorde-se que, em dezembro do ano passado, José Alexandre Maia Freitas foi nomeado como o novo presidente da direção da cooperativa Taipas Turitermas, substituindo no cargo o atual vereador da autarquia vimaranense, Ricardo Costa.

Na resposta, Ricardo Costa referiu que a acusação é um “ataque pessoal” e que “não passa de ruído”. “Tudo foi feito de forma íntegra, legal e com consciência do que estávamos a fazer”, apontou. “Foram 10 anos de dedicação intensa, de momentos bons e menos bons, de ausência familiar e dedicação em detrimento de um objetivo que foi conseguido. Os números e os factos falam por si”, acrescentou. O anterior líder da cooperativa garantiu que a situação foi esclarecida em reunião de Direção, em Assembleia Geral, e com o próprio médico.

Já Domingos Bragança, presidente do município, apontou que o vereador Ricardo Costa saiu por própria vontade da direção da Taipas Termal, tendo este também enviado uma carta a explicar a sua decisão. “O vereador justificou o sucesso da cooperativa e afirmou que havia algum ruído acerca de uma questão. O Tribunal Constitucional não entende nenhuma dissonância legal nessa questão”, assegurou. “Pode dizer-se muita coisa, mas é preciso provar. Não estou a dizer se sim se não”, acrescentou.

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