PSD debateu a situação do desporto em tempo de pandemia

A III Conferência do Conselho Estratégico do PSD Guimarães teve como tema o desporto. Bruno Fernandes reuniu Emídio Guerreiro, Sameiro Araújo e José Manuel Constantino para debater o estado desporto em tempo de pandemia.

Foto:DR

O líder dos sociais-democratas de Guimarães e candidato a presidente da Câmara, começou por explicitar o objetivo destas conferências. Trata-se de “debater e refletir sobre problemas da nossa comunidade e recolher contributos para o nosso programa eleitoral.”

Bruno Fernandes lembrou que os clubes e associações desportivas estão a sofrer muito e, por isso, “esta será uma temática central nas eleições autárquicas deste ano.”

Sameiro Araújo, treinadora de campeãs e, desde há alguns anos, vereadora da Câmara Municipal de Braga, com responsabilidades no pelouro do desporto, entre outros, elogiou a forma como o setor d desporto reagiu à pandemia. “O desporto federado tomou decisões muito rápidas quando comparado com outras áreas bem mais fáceis de gerir.”

Contudo, para a vereadora do Município de Braga, “as medidas tomadas para combater a pandemia, com resultados positivos para o seu propósito, serão profundamente nefastas a médio e longo prazo, para o desporto em geral e para a formação em particular.” Sameiro Araújo alerta que um ano sem prática desportiva terá consequências também na saúde mental de todos nós.

A antiga treinadora chama a atenção para o facto de toda a formação estar parada, bem como o “desporto para todos”. Para Sameiro Araújo, este aumento do sedentarismo resultará em aumento das doenças que lhe estão relacionadas.

Emídio Guerreiro, deputado à Assembleia da República, eleito pelo PSD, acompanha a preocupação da vereadora bracarense nesta preocupação. O deputado sublinha que, neste último ano, se perderam 200 mil atletas e teme que muitos destes jovens sejam atraídos por estilos de vida mais sedentários de forma irrecuperável.

“O desporto tem sido frequentemente o parente pobre nas decisões políticas. Esperamos mais de um ano por uma resposta sobre um apoio direto às federações e aos clubes, esperemos, agora, que não leve o mesmo tempo a chegar aos destinatários”, criticou o deputado.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, também colocou a assento tónico no tempo que o Governo levou a responder. “70 a 80% da atividade desportiva está suspensa”, avalia o presidente do COP. José Manuel Constantino lembra, todavia que este não é um problema exclusivamente português e que não há uma linha comum nas respostas que são dadas por cada país.

O presidente do COP lembra que as consequências das medidas para combater a pandemia, não são só desportivas. “Há consequências do ponto de vistas da sustentabilidade financeira. Traduziu-se numa enorme quebra de receitas que vieram agravar uma situação tradicionalmente anémica em que o setor associativo normalmente vive”.

“O desporto saiu muito mal de todo o processo. O Governo manteve o desporto fora das suas preocupações”, conclui o presidente do COP.

Emídio Guerreiro afirma que o desporto ficou fora da “bazuca”, ao contrario do que aconteceu em Espanha, onde lhe foi atribuído 1,1% do valor total do plano. O deputado do PSD revelou que o partido apresentou uma iniciativa legislativa, que deve ser apreciada brevemente, que pretende incluir o setor do desporto neste horizonte 2030.

O deputado do PSD critica a incongruência de critérios que permitem que os alunos viagem em autocarros, tenham horas de aulas fechados em salas e, ao fim do dia, não possam ir treinar.

Para José Manuel Constantino o problema está na abordagem do combate à pandemia baseado apenas em dois critérios: distanciamento e uso de mascara. Ambos incompatíveis com a prática desportiva. “Fecham-nos todos em casa e pronto! Se nos impedissem de andar de carro acabavam os acidentes”, ironiza o presidente do COP.

A assistência levantou o problema da desadequação do atual Estatuto do Dirigente Desportivo Benévolo. O presidente do COP adiantou que o organismo, “ainda antes da pandemia”, apresentou ao Governo uma proposta de revisão deste estatuto. “É preciso dar um sinal de estímulo, um conjunto de medidas que reconheçam a sua importância do ponto de vis

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