QUEDA DO MURO EM GONDAR VOLTA A SER TEMA NA REUNIÃO DE CÂMARA

Na reunião camarária desta quinta-feira foi abordado novamente o assunto da queda do muro em Gondar, que será reparado pela Câmara Municipal, com um ajuste direto de 180 mil euros entregue à Terraplanagens Falcão, Lda, empresa cujo sócio-gerente é presidente, eleito pelo PS, da União de Freguesias Sande Vila Nova e Sande São Clemente.

André Coelho Lima, no período antes da ordem do dia, deixou algumas questões ao presidente da Câmara. “Porque razão foi feito um ajuste direto acima do limite imposto pela lei, mas para uma derrocada, que sucedeu antes do Natal? Quando houve a derrocada em Mesão Frio, houve uma intervenção imediata. Aqui, como há uma longa espera para uma situação urgente, porque é feito o ajuste direto alegando essa emergência?”, questionou o social democrata.

Domingos Bragança agradeceu a intervenção de Coelho Lima, pois a seu ver, não ficou tudo esclarecido na última reunião. “Agradeço a intervenção, porque há aqui algumas justificações que devem ser dadas. Temos uma situação que começa a ser preocupante. Temos diversos sítios que apresentam perigo. Qualquer muro que esteja numa situação de percepção de perigo, a população quer que a autarquia resolva de imediato. Temos que acionar os serviços da proteção civil, que lideram o processo. É de acordo com a visturia que eles fazem que a autarquia atua. Nos diversos casos, o que tenho decido é de modo escrupuloso e é o que a visturia propõe. No caso de Gondar, o muro é de grandes dimensões e era necessário fazer um projeto que consolidasse definitivamente o problema”, referiu, sublinhando ainda que aquela era a empresa indicada para o projeto se construção.

Em relação à demora do processo, o edil revelou que foi uma sorte não ter acontecido uma tragédia. “Se o muro cair e matar alguém, ninguém me vai perdoar, fico sem resposta possível aos cidadãos”, apontou.

O autarca vimaranense desmentiu ainda alguns aspetos que foram noticiados. “Falou-se que a Câmara atribuiu cerca de meio milhão à empresa, sem concurso. Isso não responde nada à verdade”, disse, acrescentando que “do ponto de vista legal”, o empresário ser também presidente de Junta não tem problema”. “A CMG do ponto de vista legal e ético está com distinção”, referiu.

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