RAFAEL PINTO: “AS QUESTÕES AMBIENTAIS NÃO DEVEM SER DE DIREITA OU DE ESQUERDA”

O cabeça de lista do PAN no distrito de Braga tem 23 anos, é estudante no mestrado de Direito Europeu na Universidade do Minho e tem um canal no Youtube. Pode vir a ser o deputado mais jovem da Assembleia caso seja eleito, para além de ser o cabeça de lista mais novo do país.

@Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Faz parte do PAN há três anos. Agora, é cabeça de lista por Braga. Como chega até aqui?

Sempre tive grande interesse pela política e nunca fui desinteressado. Mas nunca tinha encontrado um partido com que me identificasse. Acredito que um político deve ser um exemplo de cidadão, tanto na sua vida pessoal como na profissional. Não temos grandes exemplos e isso afasta os jovens, até a mim. Mas depois conheci os valores do PAN e, mais tarde, as pessoas do partido e percebi que são pessoas coerentes, que vivem o que defendem. Estamos aqui pelas causas. Estou a ir a todos os concelhos e estive várias vezes em Guimarães. Temos a maior campanha e com poucos recursos.

Falou do afastamento dos jovens. O alargamento do voto a partir dos 16 anos pode evitá-lo?

Defendemos o alargamento do voto a partir dessa idade e todos os dados indicam que combate a abstenção jovem. Com 16 anos podes trabalhar, descontar, responder judicialmente. É estranho que, com tantas responsabilidades na sociedade, não tenhas voto na matéria. E os políticos não sabem falar para jovens. Há um grande fosso geracional.

Nota, portanto, um crescente interesse por matérias políticas por parte dos jovens?

Sim. Até me arrepia, falar disto. Pela primeira vez vejo jovens ativos a lutar por algo. Falta muito isso na sociedade. Víamos manifestações organizadas por sindicatos e agora temos uma greve pelo ambiente estudantil, global, em que os jovens se estão a envolver na sociedade. Acho incrível.

Tem um canal de Youtube dedicado ao fitness e nutrição. É uma das suas maiores bandeiras?

Trabalhei nisso durante os últimos quatro anos. É prioritário apostar na saúde preventiva. Resolver a crise na saúde não é saber se é publica ou privada. O que vai resolver é a aposta na prevenção das doenças. O orçamento para a saúde de prevenção é menos de 1% do orçamento total. Algo que poderia privar gastos nos outros 99%.

Algumas medidas do Plano Eleitoral do PAN já tinham sido postas em vigor. Como se esclarece algo assim?

A forma como as medidas estão escritas está sempre sujeita a interpretação. Muitas vezes, o que o PAN propõe é a aplicação efetiva de medidas que já existem. Temos uma boa legislação ambiental, a maioria vem de legislação europeia, mas é boa. Mas é mais na teoria, porque não há meios de fiscalização, por exemplo.

O líder do PAN, André Silva, disse que o partido nem é de esquerda nem de direita. É uma questão irrelevante para o PAN?

É uma questão secundária e totalmente irrelevante. As questões ambientais não devem ser de direita ou de esquerda, tanto cá como lá fora. Pode haver medidas de direita ou de esquerda com as quais concordamos.

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