REFORMADOS E PENSIONISTAS APONTAM FALHAS EM GUIMARÃES

A Associação de Reformados e Pensionistas de Guimarães marcou presença numa conferência nacional, em Lisboa, e manifestou preocupação com os serviços prestados a idosos e doentes no concelho vimaranense.

 

 

Lisboa foi palco, a 25 de novembro, de um debate de reformados, pensionistas e idosos. A Associação de Reformados e Pensionistas de Guimarães foi um das presentes no evento, com José Cunha a ter a oportunidade de intervir e manifestar algumas das preocupações com a realidade do concelho, mas que acredita serem também de âmbito nacional.

A realidade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, dos Serviços Paliativos e Continuados e dos cuidados de saúde prestados, quer em lares quer em hospitais, “atormentam” a associação vimaranense. “Se é verdade que existe legislação que regula estas situações, sabe-se também que a maior parte delas não se aplica”, começou José Cunha por afirmar. Para a Associação de Reformados e Pensionistas de Guimarães este será um problema que “é sentido em todo o país”. “Em alguns casos há falta de pessoal especializado e auxiliares, falta de instalações adequadas para o efeito e, estes serviços de Estado, foram entregues pelos sucessivos governos às IPSS (Instituições Particulares de Segurança Social), que por sua vez não têm capacidade técnica nem financeira, não têm médicos permanentes e têm psicólogos e enfermeiros apenas temporariamente”, manifestou José Cunha.

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), é “uma força combativa, com mais de 03 milhões e 500 mil integrados nas lutas”, que com o cada vez maior envelhecimento da população portuguesa dá a cara pelas preocupações da classe.

Para José Cunha, há falta de espaços para acolher os mais velhos e os que existem são inacessíveis à maioria das pessoas pelos preços praticados. “Os lares residenciais não são suficientes e exigem ao utente, no ato do internato, o valor mínimo de 20.000 euros como doação, para além do pagamento mensal, que um grande número de pessoas não tem como pagar. O serviço, geralmente, é de má qualidade, são autênticos depósitos de seres humanos. Já nos lares de dia é mais fácil entrar, mas as condições continuam a ser desumanas. Aos cuidadores informais, falta o seu reconhecimento e regulamentação”, explicou o vimaranense.

Este é um movimento que defende também a reforma para todos, independentemente da idade, aos 40 anos de descontos, manifestando-se contra o congelamento das pensões, o aumento da idade para aceder à reforma e o pedido de mais anos de descontos que se tem verificado pelos sucessivos governos em Portugal.

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