RELATÓRIO E CONTAS DE 2017 DO MUNICÍPIO APROVADO EM ASSEMBLEIA MUNICIPAL

O Relatório e Contas de 2017 foi esta sexta-feira à noite aprovado. Passava já da 01h00 da manhã quando a proposta foi votada pelos deputados das várias bancadas partidárias. A maioria socialista votou favoravelmente, contra os votos contra do PSD, CDS-PP, CDU e BE e abstenções do MPT e PPM.

Tiago Laranjeiro, líder parlamentar do PSD, explicou que o partido votou contra o Relatório e Contras pois “não se revê” nele e este resulta de opções “eleitoralistas e circunstanciais”. Para o PSD, “após muita expetativa criada” pelo Partido Socialista, “na perspetiva do investimento, tudo aquilo que foram prioridades anunciadas e iria ser feito em Guimarães, ficou por fazer”.

“Há alguns sinais de degradação financeira do município, como aliás o presidente tem vindo a alertar ao longo do tempo”, concluiu o deputado social democrata.

Por sua vez, a bancada do PS, na voz do seu líder parlamentar Paulo Lopes Silva, justificou o seu voto favorável, primeiramente, “pela aprovação popular” feita pelos vimaranenses, já ocorrida em outubro de 2017, nas eleições autárquicas. Em segundo lugar “a Câmara Municipal de Guimarães tem uma grande saúde financeira”, e em terceiro “não embarcaremos na lógica de dizer ‘que queremos mais investimento, e estamos preocupados com a redução do investimento, queremos baixar os impostos e estamos preocupados com a saúde financeira da Câmara’, a Câmara tem que gerir este orçamento de forma responsável, cumprindo o plano de atividades para este mandato”, concluiu.

Pedro Ribeiro, deputado da CDU, afirmou que “as contas de 2017 merecem reservas” por parte do partido e criticou o “défice habitacional as rendas caras e a falta de investimento público e privado”.

Já o Bloco de Esquerda, “após a análise dos documentos, entende que as verbas disponíveis deveriam ter tido outra aplicação”. A deputada Sónia Ribeiro afirmou que o partido “quer que Guimarães seja um exemplo de sustentabilidade ambiental”, mas considera que isso não é possível “mantendo o rio Ave e o rio Selho com elevados níveis de poluição”.

A Assembleia Municipal vai continuar na próxima segunda-feira, pelas 21h00, no Grande Auditório da Universidade do Minho.

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