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Ricardo Araújo garante que quatro obras do PRR em Guimarães estarão concluídas até ao fim do ano

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, afirmou, após a reunião de câmara desta segunda-feira, que as obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no concelho vão ser inauguradas até ao final do ano. O autarca conta que fiquem concluídas “e em condições de entrar em funcionamento” até ao final de novembro. “Todas estas obras do PRR até ao final deste ano vão ser inauguradas, é esse o nosso plano”, disse. Em causa estão a escola-hotel do IPCA, as residências universitárias do Avepark, o novo Centro de Saúde da Encosta da Penha e o Centro de Saúde de Urgezes, sobre o qual o autarca previu que “até ao final de novembro a obra possa estar concluída”.

Saúde: Penha e Urgezes

O Centro de Saúde da Encosta da Penha, junto à Academia de Ginástica, na freguesia da Costa, é construído de raiz. O edifício, com quatro pisos, vai reunir Unidade de Saúde Familiar, Unidade de Saúde Pública, Unidade de Cuidados na Comunidade, Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados, Centro de Diagnóstico Integrado e Serviço de Atendimento Permanente. A empreitada foi lançada a concurso com um preço base de 13,6 milhões de euros. Em Urgezes, a intervenção é de requalificação da Unidade de Saúde Familiar. A obra foi adjudicada à NVE Engenharias por cerca de 2,48 milhões de euros, com prazo de execução de 240 dias. Somadas à da USF de São Torcato, as três obras de saúde representam mais de 16 milhões de euros, dos quais cerca de 7 milhões vêm do PRR.

Ensino superior: UPCA e Avepark

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo da UPCA nasce na Quinta do Costeado e deverá acolher cerca de mil estudantes. A obra tem um longo historial: o primeiro concurso, de 11,3 milhões de euros, ficou deserto em 2023, e o município admitiu então lançar novo concurso com mais cerca de 5 milhões de euros de orçamento, para atrair empresas. A empreitada foi depois adjudicada por 15,5 milhões de euros e acumula uma derrapagem de cerca de 1,3 milhões após a terceira alteração ao contrato. As residências universitárias do Avepark, em Barco, tiveram também um percurso conturbado. A obra estava suspensa quando o atual executivo iniciou funções. A conclusão foi adjudicada em janeiro à Costeira – Engenharia e Construção por 10,083 milhões de euros, com prazo de 180 dias. Os trabalhos contam com cerca de sete milhões de euros do PRR, que teriam de ser devolvidos caso a obra não fosse concluída a tempo. O edifício terá 177 camas.

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