Ricardo Araújo: “Infraestruturas das nossas escolas não são compatíveis com o concelho de excelência que todos desejamos”

A área da educação tem sido uma das mais abordadas por Ricardo Araújo, vereador eleito pela coligação Juntos por Guimarães (JpG), tendo destacado, na passada reunião de Câmara, a EB1 Cruz d’Argola, a EB2,3 Arqueólogo Mário Cardoso, e a EB2,3 João de Meira.

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Para Ricardo Araújo, “ao contrário do que é apresentado, o nosso concelho depara-se com vários constrangimentos e dificuldades nomeadamente ao nível das infraestruturas nas escolas que não são compatíveis com o concelho de excelência que todos desejamos em particular na área da educação”.

Com mais de uma centena de alunos, a EB1 Cruz d’Argola apresenta falhas nomeadamente a “nível das casas de banho e a cozinha é reduzida”. Estas são, acredita, “condições que não são compatíveis com os níveis de qualidade e exigência que Guimarães quer ter no ano de 2022, nomeadamente numa escola que tem a promessa da reabilitação há já algum tempo”. É, acredita Ricardo Araújo, “fundamental uma intervenção a curto prazo”.

Adelina Paula Pinto, vereadora com o pelouro da educação, referiu que esta “é uma necessidade já detetada e que consta, aliás, no programa eleitoral”. Além do referido pela oposição, está previsto um relvado sintético, porque é necessário “dotar a parte dos recreios de capacidade para os alunos”.

Em Ponte, a EB 2,3 Arqueólogo Mário Cardoso apresenta um “polidesportivo sem condições que, devido às permanentes infiltrações, levam a que não tenha condições para a prática de atividade física”. Além, disso, não há uma sala de música para o ensino articulado.

No caso da escola João de Meira, as críticas da coligação JpG focam-se, essencialmente, na biblioteca e no pavilhão. “Não é admissível que uma escola daquelas não tenha uma biblioteca digna desse nome. É preciso que o presidente da Câmara e o executivo assumam este problema com a prioridade que é devida”, referiu o social democrata.

O pavilhão, explica, “continua com cobertura de amianto, por exemplo”. “Andamos a empurrar sistematicamente esta obra, ora porque falta fazer o projeto, ora porque agora em vez de fazer uma pequena intervenção vamos fazer uma grande intervenção, e agora já não é para resolver o problema da escola, mas é para resolver também a falta de pavilhão do Vitória SC”, referiu.

Domingos Bragança adiantou que esta biblioteca já teve um projeto, “mas não era compatível com a dimensão da escola”. Para o executivo municipal, a “escola precisa de uma biblioteca com edifício próprio”. Neste momento, adiantou a vereadora da educação, há um projeto para um “edifício autónomo” que poderá ter “um auditório e um acesso externo”.

Relativamente ao pavilhão, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães justifica o atraso na obra: “entre uma [obra] para remendar, prefiro que se faça de novo”. Está a ser analisado, também, o modelo utilizado no pavilhão da escola das Taipas, “porque funciona para a escola e para a comunidade”. Existirão, assim, duas naves, “uma para servir a escola e outra para servir o Vitória”. Contudo, lembra que, “em períodos específicos, podem servir as duas [naves] o Vitória ou a escola “.

Já Adelina Paula Pinto, referiu que está a ser utilizado um processo colaborativo, tendo os professores da EB2,3 João de Meira visitado a escola das Taipas para darem a sua opinião. Também os professores das Taipas foram consultados, de forma a referir aquilo que pode ser melhorado.

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