Ricardo Costa: “A lealdade não se deve confundir com subserviência”

No final da reunião de câmara desta segunda-feira, dia 13, questionado pelos jornalistas, Ricardo Costa falou pela primeira vez sobre o facto de não integrar a lista de Domingos Bragança na recandidatura à Câmara Municipal.

Foto: DR

O vereador em final de mandato, com responsabilidades no Desenvolvimento Económico, Finanças e Desporto, entre outros pelouros, deixou claro que “deixar um lugar não significa deixar a política”, e que, manterá a sua ligação a “diversas coletividades, integrando os corpos sociais”, e continuará a pertencer aos órgãos internos do PS, “em Guimarães, no distrito de Braga e no país, sem prescindir dos meus valores e das minhas convicções”, porque, diz Ricardo Costa, “a lealdade não se deve confundir com subserviência”.

Neste ponto, o vereador lembrou não ter sido tornada pública “qualquer divergência” com Domingos  Bragança, e que a “troca de argumentos” é natural e saudável em qualquer administração. “Mas depois de definido um caminho, é seguido por todos”, disse Ricardo Costa.

Quanto ao seu futuro, que passará pelo setor privado, lembrou ter contrato com o BPI, mas também tem “outras popostas” que está, “de momento, a analisar”.  Já quanto à participação política o vereador referiu que haverá “sempre uma imensidão de desafios e de oportunidades para todos”, que “exigirá as nossas melhores respostas. Não abdicarei, por isso, do meu contributo para a construção de uma sociedade cada vez mais livre, justa, competitiva e solidária”, acrescentou o socialista.

Questionado sobre uma possível candidatura à presidência da concelhia do partido socialista, em fevereiro próximo, Ricardo Costa disse que este é o “tempo para as eleições autárquicas”, mas não fechou a porta a essa possibilidade, lembrando ter vencido em Guimarães e em vários concelhos vizinhos, como Famalicão ou Barcelos, na recente candidatura que apresentou à distrital. “Podemos fazer política em qualquer lugar”, reforçou o vereador em fim de mandato.

Quanto à sua saída do executivo municipal, Ricardo Costa acrescentou que “quando há uma escolha há uma rejeição”, e “temos que aceitar a escolha que foi feita e aprovada em sede do partido socialista”.

No entanto, disse que, “todo e qualquer cidadão aceita o não, desde que ele seja explicado”, lembrando que a lista de Domingos Bragança foi apresentada à comissão política um dia antes de ser entregue no tribunal. Ricardo Costa ficou surpreendido na altura “até porque algum tempo antes o convite foi-me feito para fazer parte da lista”, disse o vereador.

Depois de conhecida a lista da recandidatura de Domingos Bragança à Cãmara, adiantou ter recebido “imensas manifestações” de apoio, que o deixaram “satisfeito, porque é sinal que estive ao lado das pessoas”. Até de ministros do Governo, Ricardo Costa referiu ter recebido “mensagens de estupefação”.

A terminar, o vereador socialista reforçou que “a política deve ser curriculum e não cadastro”, lembrando que continuará “disponível, como sempre, para servir Guimarães e as suas gentes”.

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