Rotários vimaranenses ajudam famílias do agrupamento de escolas Santos Simões

Este é um projeto que faz parte do programa do Interact Club de Guimarães, sediado, na sua maioria, na escola Santos Simões. Ao Mais Guimarães, Américo Correia, membro do Rotary Club de Guimarães, explicou que o projeto teve início em 2020, com o apoio de outras empresas.

© Joana Meneses / Mais Guimarães

A ação tem um orçamento inicial de 10 mil euros, sendo que o Rotary Club de Guimarães suporta 25% do financiamento. O restante é garantido pela fundação Rotária Portuguesa, pela Arcol, através de Antonio Lopes, e pelo E.Leclerc de Lordelo, por Fabrice Lachize, membros do clube rotário vimaranense.

Augusta Ribeiro, técnica superior de Serviço Social no agrupamento de escolas Santos Simões, explicou como é feita a seleção de famílias a ajudar. São as próprias famílias que entram em contacto com a escola, mas também os diretores de turma, direção e secretaria que informam o serviço. 

“As famílias que neste momento estão a beneficiar deste apoio alimentar são famílias que são acompanhadas ao longo do ano pelo gabinete. Contudo, e perante a situação pandémica que estamos a viver, têm chegado novas situações”, referiu. Algumas famílias já estavam identificadas pelos rotários, beneficiando do Banco Alimentar do Rotary Club de Guimarães, e foram integradas neste projeto solidário.

“Sinto que haverá muitas mais pessoas a necessitar, neste momento”

O ensino à distância veio trazer alguma dificuldade na identificação de necessidades, mas o trabalho continua a ser realizado. Augusta Ribeiro tem tentado “articular com as famílias, via telefone e email “, apercebendo-se de algumas situações. Confessa que “algumas das famílias demonstram alguma resistência”, dizendo que “para já não estão a precisar ou que poderá haver alguém que está a precisar mais”.

© Joana Meneses / Mais Guimarães

A chamada “pobreza envergonhada” tem sido visível durante esta ação. Quem o diz é a assistente social: “sinto que haverá muitas mais pessoas a necessitar, neste momento. No regime presencial é mais fácil, porque estamos em contacto direto com os alunos.”

Neste momento, são 21 famílias a ser apoiadas, no total de 78 pessoas. Algumas são, no entanto, “uma fase pontual e de transição, porque estão em casa com acompanhamento aos filhos e não estão a ganhar a 100%, ou porque estão em layoff, ou porque ficaram desempregadas”. À medida que as famílias vão conseguindo a sua autonomia financeira, deixam de beneficiar deste apoio.

“Este mês aumentamos duas famílias e retiramos duas que nos comunicaram que já tinham condições económicas que permitiam dispensar a nossa ajuda, melhoraram a sua condição familiar”, contou Américo Correia. É uma atividade, por isso, “dinâmica, que está sempre a mexer”.

A pandemia agravou as situações familiares, mas também o trabalho do Interact Club de Guimarães

Diana Silva tem 16 anos e é presidente do Interact Club de Guimarães. Confessa que este “é um tempo difícil”, mas que “poder estar a ajudar as famílias que estão a passar por um mau bocado é gratificante”. 

© Joana Meneses / Mais Guimarães

Este ano ficou marcado por não poderem realizar tantas atividades, mas já há “projetos em mente. Esperemos que a pandemia nos permita”. “Agora não temos tanta visibilidade, porque estamos em aulas à distância”, desabafa, na esperança de “ter mais membros” no futuro.

A atividade do Interact foi reativada há dois anos, com ajuda de José Cruz, professor na escola Santos Simões. Para Américo Correia, este é um “grupo muito interessante de jovens que abraçou este projeto de alma e coração”.

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