ROTUNDA DE SILVARES TERÁ DESNIVELAMENTO INFERIOR. BRAGANÇA QUER OBRA CONCLUÍDA NO FINAL DE 2019

A Infraestruturas de Portugal explicou que a execução da obra deste projeto deverá demorar cerca de nove meses, sem garantias de quando estará concluída. No entanto, Domingos Bragança referiu que a autarquia vimaranense quer “fazer de tudo para que em 2019 a obra seja iniciada e concluída”.

 

 

Como sugeriu o presidente da Câmara, a solução para a rotunda de Silvares será um desnivelamento inferior. Não será um túnel como manda a definição, pois a rotunda será vazada. O projeto foi apresentado esta manhã no Salão Nobre da Câmara Municipal, pela Infraestruturas de Portugal (IP) e pela autarquia. 2,5 milhões de euros é o valor deste investimento.

Feitos os estudos, está apresentado o projeto de uma obra que tanto o município como a IP consideram “urgente”, devido ao transtorno que o trânsito causa a todos que circulam naquela zona. “Esta intervenção está integrada num projeto que já foi apresentado em Guimarães, denominado o programa de valorização das acessibilidades às áreas empresariais, que como âncora temos a acessibilidade ao Avepark. Fruto das necessidades da urgência e como sendo também uma primeira fase de toda esta ligação, sobretudo do centro de Guimarães e da autoestrada à zona do Avepark, digamos que destacamos o desnivelamento da rotunda de Silvares para ir ao encontro das necessidades, quer em termos de tráfego e segurança na acessibilidade a Guimarães”, começou por referir José Manuel Faísca, diretor de Engenharia do Ambiente da IP.

Enquadrado na ligação ao Avepark, o projeto pretende aproximar o Avepark de eixos que constituem uma malha essencial para o transporte de pessoas e mercadorias, tendo como foco a A11, construir uma ligação à EN101 com cerca de sete quilómetros e construir duas novas pontes, de maior expansão sobre o rio Ave e menor sobre o rio de Agrela.

No nó de Silvares, de acordo com os estudos da IP, cerca de 26 mil veículos circulam no local diariamente, um valor considerado elevado pela entidade. Com este desnivelamento, o acesso da A11 a Guimarães será direto, o que alivia as outras saídas daquela rotunda. De acordo com os estudos da IP, estima-se que, com este desnivelamento, 30% do tráfego seja reduzido. “Os pontos de maior conflito ou serão minimizados ou deixarão de existir”, apontou José Manuel Faísca.

“Optamos por um desnivelamento por baixo da atual bolacha da rotunda, não em túnel completo, mas sim usando duas obras na zona da circulação da rotunda, que é tecnicamente uma rotunda vazada. Se fizermos um corte da rotunda, temos um canal construído através da escavação, ocupando o mínimo de terreno, um perfil de quatro metros em cada sentido, um separador central com 2,7 metros à custa de um jersey e depois as bermas laterais. Isto permite que tenhamos umas vias livres de cerca de seis metros de largura, ou seja, se houver uma avaria há a possibilidade de não cortar completamente o tráfego”, esclareceu o diretor.

Quanto ao tempo da obra, a IP não deu ainda garantias da sua duração e de quando estará terminada. Contudo, não está prevista uma restrição da circulação na altura da empreitada e nenhum eixo da rotunda será cortado, segundo a entidade.

Domingos Bragança espera que em 2019 os vimaranenses já possam circular neste desnivelamento inferior. “Temos duas preocupações: a obra tem que ser feita no menor tempo possível, e que a obra permita a fluidez do trânsito”, disse o autarca.

A Infraestruturas de Portugal avançou ainda que haverá uma nova passagem pedonal, sem um pilar central. Neste projeto, a 2.ª fase da Ecovia poderá também ser incluída.

 

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