Seara de Sá: “Não estamos aqui para nos servir mas para servir a comunidade”

Foi citando uma frase do padre António Vieira, “Se serviste a Pátria, e ela vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, e ela o que costuma”, que o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Guimarães interveio na sua última reunião de câmara, que decorreu esta segunda-feira, dia 13.

Foto: Mais Guimarães

Numa intervenção repleta de simbolismos a apelos à ética no exercicio de cargos públicos, Seara de Sá, explicou a referência a António Vieira dizendo que “nós não estamos aqui para nos servir mas para servir a comunidade” e que “em qualquer circunstância a gente deve servir fazendo aquilo que tem de ser feito, independentemente das consequências”, e uma das consequências pode ser “a pátria ser-nos ingrata”.

Do ponto de vista de Seara de Sá esta é, hoje, “uma questão absolutamente central, e a forma como nós nos devemos posicionar relativamente ao exercício do poder”. Algo que, segundo o vereador, vai “contra esta maré, esta tendência de exercicio de cargo público” de quem o exerce “se servir, como se vê muitas vezes”.

Seara de Sá vai mais longe, acrescentando que “quem aceita estar nesta posição (cargo público), tem de o fazer com sentido ético absolutamente irrepreensivel”, adiantando que “esse foi o sentido que esteve presente, nestes quatro anos, na forma em como eu atuei e como eu exerci as funções para que fui investido”.

Quanto à sua saída do executivo, e o não integrar a lista apresentada por Domingos Bragança na recandidatura à Câmara Municipal, Seara de Sá adiantou que não se trata de “ser incluído ou ser excluído”, tendo o sentimento de que cumpriu aquele que foi o seu “contrato”, que era estar “aqui de modo empenhado nestes quatro anos”.

“Não há ninguém que seja insubstituível. Isto é um principio basilar da democracia”, disse.

Quanto aos próximos quatro anos, o vereador do Urbanismo fala num “novo tempo”, e que há um “conjunto de desafios importantes que têm que ser resolvidos”. As cidades estão, para Seara de Sá, num ponto em que “é preciso que se tomem decisões”.

O importante agora é “discutir agora as ideias, os principios que vão ser o fundamento do exercicio nos proximos quatro anos, de quem aqui estiver”.

Fernando Seará de Sá terminou a sua intervenção desejando “boa sorte” a quem o venha a substituir no cargo, no sentido de “serem capazes de cumprir de forma rigorosa, positiva, as tarefas que têm que cumprir”.

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