A intervenção tornou-se necessária devido a uma fissura que impedia o normal funcionamento do sino, considerado um elemento central do carrilhão da Basílica e um dos símbolos mais marcantes da comunidade torcatense.
Para o Juiz da Irmandade de São Torcato, Ricardo Freitas, a reparação representa muito mais do que a recuperação de um equipamento. “Estamos a preservar um símbolo profundamente enraizado na identidade de São Torcato. Ao longo de gerações, o som deste sino acompanhou momentos religiosos e comunitários, tornando-se uma referência afetiva para os habitantes e para os muitos devotos do Santo do Povo”, destacou.
A obra teve um custo próximo dos 30 mil euros, valor que, segundo Ricardo Freitas, representa menos de metade do montante que seria necessário para a aquisição de um sino novo com as mesmas dimensões. O responsável já havia abordado o assunto durante a apresentação da Romaria Grande de São Torcato, manifestando então a expectativa de que o sino pudesse estar novamente em funcionamento a tempo das festividades.
Esse objetivo foi alcançado e o Sino Grande voltará a soar durante a Romaria Grande de São Torcato, que decorre entre os dias 3 e 5 de julho, reforçando o simbolismo de uma das mais importantes celebrações religiosas do concelho de Guimarães.
A Irmandade de São Torcato aproveitou a ocasião para agradecer a todos os devotos, benfeitores e amigos que contribuíram para a concretização da reparação. Em comunicado, a instituição sublinha que a intervenção só foi possível “graças à generosidade e ao sentido de pertença de muitas pessoas que reconheceram o valor espiritual, histórico e identitário deste património”.
O agradecimento foi igualmente dirigido ao Município de Guimarães e à Junta de Freguesia de São Torcato pelo apoio prestado.
Com o regresso do sino ao seu lugar, volta também a ouvir-se um som que há décadas marca a vida do Vale de São Torcato, dando continuidade a uma tradição secular que permanece viva no coração da comunidade.
