Supercomputação: Relatório de Maria da Graça Carvalho aprovado no Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu aprovou na quinta-feira, dia 24 de junho, com 643 votos a favor, 44 abstenções e apenas nove votos contra, o relatório da eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho sobre a nova rede europeia de supercomputadores. Portugal integra esta rede com o supercomputador Deucalion, que ficará instalado no Avepark.

Foto: DR

A Empresa Europeia de Computação de Alto Desempenho (EUroHPC), que visa dar a liderança à União Europeia em termos de capacidade de processamento de dados, uma parceria do programa-quadro Horizonte Europa, implica investimentos da ordem dos sete mil milhões de euros.

Portugal integra esta rede, através do supercomputador Deucalion, cuja aquisição foi formalizada no âmbito de uma “mesa-redonda realizada no dia 17 de junho, em Guimarães, presidida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na qual marcaram presença Maria da Graça Carvalho, a comissária europeia para a Inovação, investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, e representantes dos restantes países que irão acolher estes equipamentos.

A parceria já tinha sido aprovada pelo Conselho Europeu, na sequência da boa aceitação que o relatório teve na Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia (ITRE), na qual a eurodeputada do PSD é vice-coordenadora do grupo do Partido Popular Europeu. Para Maria da Graça Carvalho, “a votação muito expressiva agora conseguida em plenário, e que não é usual em relatórios que implicam investimentos avultados, significa que existe um forte consenso em torno da importância estratégica deste investimento para a Europa”.

O relatório de Maria da Graça Carvalho concentra-se nos passos necessários para que se possa aproveitar todo o potencial desta infraestrutura, os quais são divididos em seis grandes linhas de ação: Acesso Melhorado, Abertura, Sinergias, Alinhamento com as prioridades da UE, Liderança Industrial e Conhecimento e Sensibilização.  “O sucesso desta iniciativa dependerá em muito do envolvimento, acesso e sensibilização que consiga gerar entre as partes interessadas”, afirma. “Isto significa garantir que todos os utilizadores terão acesso às infraestruturas e aos seus serviços, bem como aos repositórios de dados científicos e comerciais, com particular atenção para as PME e startups”. Com o mesmo fim são introduzidas propostas visando a “abertura, transparência e simplificação” de procedimentos, bem como as sinergias e complementaridades com todos os programas e fundos relevantes, nomeadamente regionais, Mecanismo de Recuperação e Resiliência, InvestEU e iniciativas do Banco Europeu de Investimento, bem como todos os outros instrumentos do Horizonte Europa.

Os projetos deverão ainda estar alinhados com as metas das transições digital e verde e a própria rede “deve contar com os mais avançados equipamentos de baixo consumo e eficiência energética, de preferência de base renovável”. Por fim, é frisada a importância de se criar um “verdadeiro ecossistema de excelência” no digital, abrangendo investigação e inovação, desenvolvimento e fabrico de sistemas de hardware de baixo consumo, como microprocessadores e computação quântica, e um forte investimento em competências e conhecimentos, especialmente no que respeita à perspetiva de género, considerando as lacunas atuais, e na educação e consciencialização pública.

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