Tamanho espetáculo merecia público na bancadas

Jogo 150 entre Vitória e Sporting a contar para o principal escalão do futebol português. Um número redondo a assinalar um momento histórico. Sem público nas bancadas, cartolinas a representar adeptos e fogo de artifício no exterior do estádio. Assim é o futebol em pleno estado de calamidade, devido à pandemia de Covid-19.

O empate a duas bolas acaba por justificar o que se passou em campo, num duelo intenso, a espaços, bem jogado, mas com muitos erros de principiante.

A equipa vitoriana entrou bem na partida e logo aos seis minutos, Marcus Edwards, com um remate de pé esquerdo, fez a bola passar muito perto do poste da baliza de Luís Maximiano. À passagem do primeiro quarto de hora Bondarenko, de cabeça, na sequência de um canto, ainda ameaçou o golo, mas seria mesmo a equipa visitante a chegar ao golo inaugural. Douglas tentou reduzir ocupar o espaço dado pela defesa subida do Vitória, falhou o domínio já fora da área, e permitiu que Sporar, de baliza aberta, fizesse o 0-1. A equipa de Ivo Vieira sentiu o golo e até ao intervalo não voltou a conseguir ter o domínio do jogo. Ainda assim, aos 32’, o Vitória chega ao empate, graças a mais um erro de um guarda-redes. Max falha o passe, que é intercetado por Joseph. O ganês serviu João Teixeira, que no coração da área, atirou a contar. A pandemia pareceu não arrefecer o pé do médio ofensivo vitoriano.

Até ao intervalo o Sporting dispôs de várias ocasiões para marcar, aproveitando o muito espaço dado nas costas da defensiva vitoriana e o nervosismo notório do defesa central ucraniano Bondarenko. Vietto, aos 39’ e 45’, podia falhou na finalização, para mal da equipa orientada por Ruben Amorim.

No segundo tempo o jogo pareceu, por vezes, não ter meio campo. Com um ritmo elevado, as duas equipas procuraram constantemente o golo. Aos 52′, Sporar conquista o espaço nas costas da defesa vitoriana e, sem grandes dificuldades, faz o 1-2. O árbitro auxiliar ainda anulou, por eventual fora de jogo, mas Bruno Esteves, no VAR, validou o golo. A equipa vitoriana estava melhor no jogo e, num lance confuso, de insistência, a bola sobrou para Marcus Edwards, que atirou a contar. Aos 68 minutos, estava reposta a igualdade.

Ivo Vieira preparava-se para lançar Lucas Evangelista para o lugar de Joseph, para procurar um resultado melhor, mas foi traído por um momento infeliz do ganês, que acabou por ver o segundo amarelo e consequente vermelho. Os Conquistadores enfrentaram o último quarto de hora com menos um jogador. Até final a equipa de Ivo Vieira suportou a maior pressão dos leões, garantindo a conquista de um ponto difícil, tendo em conta as circunstâncias. Nota ainda para a estreia do defesa central inglês Suliman, que entrou já nos descontos.

Na próxima jornada o Vitória enfrenta o Belenenses SAD, fora de casa.

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