TAXA MUNICIPAL TURÍSTICA EM GUIMARÃES: SIM OU NÃO?

A autarquia vimaranense está a ponderar implementar uma taxa municipal turística já no próximo ano, para reabilitar vários monumentos da cidade. Apenas o setor de hotelaria e do alojamento local serão “afetados” por esta medida, caso seja levada a cabo. A questão que se coloca é se quem trabalha no ramo concorda com esta taxa. A maioria parece não a ver com bons olhos.

 

A taxa turística é uma medida que ainda poucas cidades portuguesas implementaram.

 

Não faltam turistas a passear pelas ruas da cidade-berço, principalmente, nesta altura do ano. Vindos de todos os cantos do mundo, Guimarães recebe novos rostos dia após dia e com o crescimento do setor do turismo vimaranense, todos que trabalham no ramo parecem se esforçar para cativar cada vez mais visitantes.

A autarquia garantiu estar a avançar com um estudo que pondera a implementação de uma taxa municipal turística. Esta taxa será apenas aplicada no setor de hotelaria e de alojamento local e tem como finalidade angariar receitas que contribuam para a requalificação de monumentos municipais, como a Igreja da Nossa Senhora da Oliveira ou a Igreja de Santa Marinha da Costa. O presidente da Câmara fez o anúncio deste estudo na última reunião camarária, a 02 de agosto.

De acordo com o autarca, é necessário cuidar ainda mais do território. “Sei que a relutância de vir a Guimarães ou não por causa da taxa turística tende a ser nula. Portanto, não prejudicando o alojamento local e a hotelaria, faz sentido”, justificou na altura. O valor que esta taxa poderá ter também não foi ainda pensado, mas segundo Domingos Bragança, deverá rondar entre um ou dois euros, por cada noite que o turista fique hospedado.

Ao aproximarmo-nos de quem trabalha no ramo, percebemos que a ideia de aplicar esta taxa na cidade-berço não é vista com bons olhos e ainda não chegou nenhuma informação às empresas de hotelaria, por parte do município.

Pedro Mendes, diretor Comercial do Santa Luzia ArtHotel reconhece que esta medida não afeta diretamente as empresas, porque é apenas o cliente que paga. No entanto, a taxa pode ter um impacto negativo, pois o mercado é “sensível”. “Os clientes nacionais e espanhóis são o mercado mais importante daqui da cidade e são mercados que têm uma grande sensibilidade ao preço”, começou por explicar. Pedro Mendes referiu ainda que caso Guimarães aplique este imposto, muitos turistas poderão ficar em cidades vizinhas, e visitar o Berço na mesma.

 

Leia a reportagem na íntegra, na edição desta semana do Mais Guimarães, nas bancas esta quarta-feira.

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