TAXA TURÍSTICA APROVADA COM VOTO CONTRA DA OPOSIÇÃO

A ideia é que, a partir de junho, os turistas que ficarem alojados em Guimarães paguem 1,50 euros por dormida.

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A criação de uma Taxa Turística foi esta segunda-feira aprovada em reunião municipal. A proposta foi aprovada com os votos a favor da maioria socialista e com os votos contra da coligação Juntos por Guimarães (PSD e CDS-PP). Esta será ainda discutida em Assembleia Municipal.

A ideia é que, a partir de junho, os turistas que fiquem alojados em Guimarães paguem 1,50 euros por dormida. A taxa aplica-se a maiores de 21 anos, apenas a duas noites e será implementada entre maio e outubro. Este ano, pela medida ter sido votada em fevereiro, o valor só começa a ser aplicado em junho.

O vereador social democrata, Ricardo Araújo, afirmou que a implementação da taxa turística em Guimarães “não vai ao encontro do que deveria ser o foco da estratégia do turística de Guimarães: aumentar o número de turistas e fazer com que esses turistas permaneçam mais tempo”, afirmou. Ricardo Araújo defendeu que Guimarães devia, por isso, “introduzir políticas que reforçassem a permanência de turistas em Guimarães. Isto é precisamente o contrário. São as taxas e taxinhas do PS a chegar a Guimarães”, acrescentou.

Na resposta às críticas da oposição, Domingos Bragança, presidente do município de Guimarães, justificou que o valor da receita vai servir para “preservar a limpeza das ruas e aumentar a oferta de eventos culturais”. O presidente da câmara acrescentou que as condições em que será implementada a taxa municipal de turismo “são prudentes” e que o número de visitantes tem aumentado substancialmente nos últimos anos. O autarca finalizou dizendo que alguns estudos provam que uma taxa de 1,50 euros não será impeditiva para a vinda de turistas a Guimarães. Já para Ricardo Araújo, no setor turístico, “qualquer custo adicional conta”.

Para a criação da taxa, a autarquia baseou-se num estudo realizado pelo IPCA, que Ricardo Araújo classifica como “tecnicamente fraco e politicamente irrelevante”. “A primeira parte do estudo, de enquadramento, passa simplesmente por um conjunto de generalidades acerca do turismo. A segunda parte, que serve para ajudar a calcular o valor da taxa, soma os gastos que o município tem com cada turista, divide-os por dormida, e calcula um valor por unidade, que dá 2,4 euros. A Câmara ligou o achómetro e considerou o valor de 1,50 euros”, analisou.

Valor concertada com o município de Braga

Domingos Bragança sublinhou ainda que a taxa foi concertada, em sede própria, com o autarca  bracarense Ricardo Rio. Em Braga, a taxa turística, já em vigor, tem o mesmo custo. Para o vereador social democrata, a justificação não colhe porque, olhando para 2017, “a taxa de ocupação em Guimarães é inferior em 40% em relação a Braga, e são dois municípios semelhantes do ponto de vista da população e dimensão geográfica “, apontou.

Já para Domingos Bragança, Guimarães “precisa de mais oferta hoteleira”, admitindo que já chegaram à autarquia quatro pedidos de licenciamento para hotéis. “Recebo queixas das pessoas que organizam grandes encontros, entre março e outubro, que apontam que os participantes têm que ir para Braga e para o Porto”, revelou. “Falta um Hotel Resort, onde os turistas tenham todas as condições e depois possam visitar a região. Quanto mais alojamento tivermos maior força mais atraímos. Ganham todos”, assegurou.                

A vereadora responsável pelo Turismo, Sofia Ferreira, garantiu que a implementação surgiu por Guimarães estar a apresentar uma tendência de cresicmento “bastante acentuada” em termos de procura turística e que a taxa foi adaptada as características da mesma. “Não será a aplicação da taxa que fará com que a motivação do turista mude relativamente ao destino procura”, analisou.

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