Segundo comunicado enviado pela empresa ao Mais Guimarães, a decisão “não foi tomada de ânimo leve”, mas é considerada “um ato de responsabilidade e visão de futuro”, essencial para garantir a continuidade do projeto industrial e o reforço da competitividade no mercado europeu.
A reestruturação em curso visa consolidar recursos e otimizar processos produtivos, com o objetivo de aumentar a eficiência, reduzir custos operacionais e preparar a empresa para os desafios tecnológicos e económicos que marcam o setor têxtil global.
“Estamos a construir uma Tearfil mais robusta, sustentável e preparada para liderar a próxima geração da fiação”, afirmou Belém Machado, CEO da Tearfil, citada no comunicado.
A empresa assegura que o processo será conduzido “com total responsabilidade social”, em articulação com o sindicato têxtil da região, garantindo o respeito integral pelos direitos legais dos trabalhadores afetados. A administração reforça ainda o compromisso de acompanhar “com dignidade e apoio” todos os colaboradores abrangidos.
Fundada em Moreira de Cónegos, a Tearfil é uma das referências da indústria têxtil portuguesa, com uma forte presença nos mercados europeu e internacional. A empresa acredita que esta reorganização permitirá “reforçar a capacidade de inovação, investimento e crescimento futuro”, contribuindo para a revitalização e a sustentabilidade do setor em Portugal.
“Esta é uma etapa necessária para assegurar o futuro da Tearfil e continuar a criar valor para os nossos parceiros e para a economia nacional”, sublinha a CEO.
Com esta nova fase, a Tearfil pretende consolidar a integração de estruturas iniciada em 2022, modernizar o seu layout industrial e reforçar a agilidade operacional necessária para competir num mercado cada vez mais exigente e globalizado.
