Teatro Oficina coloca o teatro em diálogo com as comemorações do 25 de abril

“Foi há cerca de um mês que a democracia em Portugal ultrapassou o número de dias que passámos em ditadura. Mas se a frase parece esperançosa, o mesmo não se pode dizer dos tempos que vivemos. Temos conseguido cuidar da nossa democracia? E como terá a arte e, sobretudo, o teatro contribuído para isso? E será que deveria contribuir? Terá o teatro uma função?”. É desta forma que o Teatro Oficina apresenta o ciclo “Teatro, Política e Resistência”, para “comemorar o 25 de abril com o corpo”.

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Este ciclo pensado “como forma de colocar o teatro em diálogo com as comemorações do 25 de abril” começa já a 23 de abril, sábado, com uma conferência de Olivier Neveux, professor de história e estética do teatro na École Normale Supérieure, em Lyon, e autor do livro “Contra o Teatro Político”, que, com este título provocatório em mente, dará uma conferência sobre o Teatro de Brecht. Segue-se uma conversa que poderá tomar o rumo que o público quiser, assim as perguntas e as intervenções da plateia o despoletem.

No dia seguinte, Mariana Gomes propõe uma performance, que se tornará numa espécie de conferência, mas que acabará com uma oficina. Licenciada em teatro, no ramo de interpretação, e mestre em Ciências da Comunicação, Mariana juntou o teatro e a comunicação para pensar e criar a partir dos discursos políticos, o seu conteúdo, a sua forma e, claro, a sua performatividade.

Em centenário de José Saramago, haverá anti-leituras em dose dupla, uma no dia 24 de abril e outra no dia 25. Será lida a primeira peça de teatro que escreveu, “A Noite”, em ambas as sessões. As anti-leituras são um projeto do Teatro Oficina que começou em fevereiro de 2022 com encontros quinzenais para ler teatro em voz alta. Não há ensaios, nem cenário. Todas as pessoas estão convidadas, podem aparecer para ler ou apenas para escutar.  

Estas são as propostas do Teatro Oficina que podem funcionar como “aquecimento da mobilização, ou trincheiras da ação. Queremos marcar o Espaço Oficina no mapa dos lugares da liberdade, do pensamento e da inquietação”. A entrada para qualquer uma das sessões é livre e o convite está feito: “aparece, e traz um amigo também”.

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