Teatro Praga invade Guimarães nos próximos dias

O Teatro Praga vai apresentar duas estreias, “MacBad” e “Info Maníaco” , uma oficina com José Maria Vieira Mendes e a apresentação do work in progress do filme “SuperNatural” .

© Carlos Pinto

O programa do Teatro Praga em Guimarães começa na Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) com a estreia de “Info Maníaco”, a mais recente criação de André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes, com interpretação a cargo do primeiro.

“Info Maníaco” é um one-man show em que” o humano se repensa enquanto entidade figurativa. Um ator em cena tanto fala dele mostrando tudo como mostra ser tudo menos ele. Como ponto de partida, uma publicação cheia de poemas, coreografias e receitas de poções mágicas, bem como uma espécie de glossário retrospetivo do trabalho do Teatro Praga”, pode ler-se numa nota enviada às redações.

Seguindo uma desordem alfabética, André e. Teodósio ativará o conteúdo da publicação “como se se tratasse de um manual de guerrilha para os tempos modernos”.

Este espetáculo – uma coprodução A Oficina, Teatro Viriato e Centro Cultural de Belém – vai estar em cena na Black Box do CIAJG no dia 7 de maio, às 19h30, e no dia 8 de maio, às 11h00 (próxima sexta-feira e sábado),.

Na tarde de 7 de maio, às 17h00, a presença do Teatro Praga no CIAJG serve de mote para uma conversa em torno do percurso e do trabalho da companhia que terá a participação dos seus elementos André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes e Pedro Penim, e moderação de Fátima Alçada, diretora artística d’A Oficina.  

© Alipio Padilha


Depois da apresentação de “Romeu e Julieta” em dezembro do ano passado, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), o Teatro Praga traz a Guimarães a estreia absoluta de “MacBad”, “o terceiro projeto de uma série de espetáculos dedicados aos mais novos, inspirados pelas obras-primas do dramaturgo inglês William Shakespeare”, pode ainda ler-se.

Desta vez, o Teatro Praga atira-se a uma das suas peças malditas, Macbeth, a “peça escocesa” que tem como características mais marcantes “a presença de um trio de bruxas e as suas profecias, que o herói/vilão Macbeth (que, no título, se chama MacBad, tornando-se assim no verdadeiro Bad Guy!) inevitavelmente cumprirá, mesmo quando a elas tenta escapar”.

“O espectador/protagonista é assim um gamer que garante que a história chega ao fim. E para que este fim se cumpra, o espetáculo recorrerá a mecanismos inspirados em sistemas de jogos famosos de “interpretação de papéis” como Dungeons & Dragons e Game Centers. Serão assim vários jogos dentro do jogo e tudo convergirá para que as profecias, apesar de tudo, se realizem”.

Coproduzido pel’A Oficina e pelo LU.CA – Teatro Luís de Camões, com texto e criação de Cláudia Jardim, Diogo Bento e Pedro Penim, e interpretação dos dois primeiros, “MacBad” terá sessões destinadas às escolas nos dias 6 e 7 de maio e uma sessão dedicada a famílias e público geral no dia 8 de maio, sábado, às 10h00, no CCVF. 

Na manhã de sábado, 8 de maio, entre as 10h00 e as 13h00, José Maria Vieira Mendes orientará uma oficina a partir de “Dicionário”, texto dramático de sua autoria, em que os participantes leem a peça em conjunto e discutem-na, aproveitando a conversa para pensar o modo como lemos literatura dramática e como nos relacionamos com as temáticas sugeridas pelo texto.

“Dicionário” pretende “reproduzir a experiência que não é só a de um jovem em crescimento, mas que perdura pela vida. Trata-se da experiência de ter de lidar com opiniões sobre o nosso estar, e de querer opinar sobre o estar dos outros”.

Destinada a participantes maiores de 13 anos de idade, esta oficina decorrerá na Sala de Ensaios do CCVF e tem um custo de 2,00 euros, estando sujeita a inscrição prévia.

O programa que o Teatro Praga preparou especialmente para Guimarães culmina no dia 9 de maio, domingo, às 10h00, com uma conversa e apresentação do work in progress de “SuperNatural”, um filme performativo do Teatro Praga e de Jorge Jácome com a Cia.

“Dançando com a Diferença, que fala e escuta, que interfere e procura quem está à sua frente. A sua vontade é a de sair da tela para ver e escutar quem o olha, mas também para ser cheirado e visto para lá do que se vê. Nisto é como a voz ou a razão, a estética ou a culinária humana, ou seja, é um modo de sair da prisão das contingências “naturais” focando a sua atenção na atividade da própria experiência. Há duas formas de lidar com o “natural”: recusá-lo ou expandi-lo”.

© Direitos Reservados

“SuperNatural” expande “porque quer ocupar para depois superar e hiperbolizar. Nessa expansão, o natural não existe mais, perde a sua definição ocupando o lugar da imagem mutante de que se faz o mundo. “SuperNatural” é a saída do corpo, de todos os corpos, sobretudo do próprio. É como um superpoder, e, neste movimento, concentra-se na imagem, uma existência sensível com a qual se pretende falar”.

É por isso que este filme performativo “interpela e ambiciona ativar um efeito, um relaxamento hipotético, uma experiência sensorial para quem está fora da tela como se nela estivesse”.

Esta apresentação terá entrada gratuita, até ao limite da lotação da Black Box do CIAJG, e será acompanhada de uma conversa presencial em torno da mesma com André Teodósio, José Maria Vieira Mendes, Jorge Jácome (coautor deste filme) e Henrique Amoedo (Direção Artística da Dançando com a Diferença). 

Os bilhetes para os espetáculos “MacBad” e “Info Maníaco” encontram-se à venda nas bilheteiras dos equipamentos culturais geridos pel’A Oficina – Centro Cultural Vila Flor, Casa da Memória de Guimarães, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Loja Oficina – ou online em www.aoficina.pt e oficina.bol.pt.

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