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Tiago Margarido confia nos adeptos para regressar aos triunfos: “Vão criar um ambiente muito difícil para o adversário”

O Vitória recebe esta sexta-feira o Marítimo, às 20h45, no Estádio D. Afonso Henriques, em jogo da 9.ª jornada da Liga. Na antevisão, na sala de imprensa da Academia, Tiago Margarido deixou claro que a equipa precisa de voltar a vencer e que conta com o apoio das bancadas para o conseguir.

Apelo aos adeptos após as críticas

Questionado sobre a reação esperada dos adeptos, depois das críticas que se fizeram ouvir no final do jogo com o Moreirense, o treinador mostrou-se convicto de que o público estará ao lado da equipa. “Tenho a certeza absoluta de que os nossos adeptos percebem que precisamos muito deles”, afirmou, acrescentando que vão “apoiar durante os 90 minutos” e ajudar nos momentos menos bons. Para Margarido, são “adeptos inteligentes” que percebem “o quanto precisamos deles neste momento”. O técnico admitiu que, no final, o público terá a oportunidade de fazer o seu juízo, mas durante o jogo acredita que estarão “do nosso lado” e ajudarão a equipa a chegar a grandes momentos.

Fidelidade ao futebol ofensivo

Sobre a melhor receita para regressar aos triunfos, o treinador apontou para a continuidade da ideia de jogo. “Passa muito por jogarmos o nosso futebol ofensivo, aquele que temos jogado até aqui”, disse, defendendo um jogo envolvente, com os laterais a criarem desequilíbrios. Do adversário, destacou a organização e a experiência, descrevendo uma equipa que sabe ler os momentos do jogo e que procura trocas posicionais constantes com bola. Ainda assim, afirmou acreditar que, se o Vitória for fiel ao que tem feito, “vamos conseguir vencer o jogo”. Margarido reconheceu que diante do Moreirense a equipa não teve “a competência suficiente” que é exigida. Explicou, porém, que os jogos seguintes tiveram contextos particulares: o encontro com o Benfica tem características muito específicas e a partida com o Lamelas, para a Taça, foi disputada num piso sintético e com uma mudança total no onze inicial, o que retirou rotinas aos jogadores. “Temos de fazer muito mais por comparação com o jogo frente ao Moreirense”, afirmou, mostrando-se certo de que a equipa voltará aos níveis exibicionais que mostrou com Casa Pia, Nacional e até Arouca.

Ausências e a baliza

No capítulo das ausências, o treinador confirmou que Francisco será baixa prolongada e que Thiago Balieiro é dúvida até à hora do jogo. De resto, garantiu, “temos tudo recuperado”. Quanto à baliza, onde Lucas Furtado se estreou na Taça de Portugal, Margarido admitiu que continuar no onze “é uma possibilidade, sem dúvida”, mas sem garantias. O técnico recusou antecipar a equipa e lembrou que tem mudado vários jogadores ao longo das jornadas, muitos deles já com oportunidade de começar de início.

“Entramos em todos os jogos para ganhar”

Sobre a pressão acrescida para este encontro, o treinador afirmou que no Vitória a exigência é a mesma desde o primeiro dia. “Entramos em todos os jogos para ganhar”, garantiu, sublinhando que os jogadores estão “mais do que preparados” para lidar com isso e que não é necessário um trabalho específico. A equipa, disse, está tranquila e confiante e quer muito conquistar os três pontos.

Treinadores como “saco de pancada”

Instado a comentar as mudanças de treinadores registadas nos últimos dias, Margarido aproveitou para criticar a cultura instalada no futebol português. Segundo o técnico, há muita gente envolvida em cada projeto desportivo, mas o julgamento recai sempre sobre uma única pessoa. “Nós, treinadores, fomo-nos habituando a ser o saco de pancada, mas essa imagem também precisa de ser desmistificada”, afirmou, lembrando que a ANTF já alertou para o problema. Para o treinador do Vitória, o sucesso ou insucesso de um projeto tem muitos responsáveis e os técnicos não podem ser “os únicos culpados”. Margarido reconheceu que, “algumas vezes”, a responsabilidade é mesmo dos treinadores e que não se podem esconder disso, mas considera que “muitas vezes as estruturas e o futebol português escondem-se no treinador quando as coisas não correm tão bem”.

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