Transportes públicos: Alunos questionam Domingos Bragança sobre quem vai ressarcir dinheiro gasto

Na última reunião de Câmara, Inês Rodrigues, em seu nome e dos colegas, apresentou a "problemática dos transportes públicos em Guimarães" que têm vivido.

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Na última reunião de Câmara, Inês Rodrigues, em seu nome e dos colegas, apresentou a “problemática dos transportes públicos em Guimarães” que têm vivido.

©️ Mais Guimarães

Residente em Gonça, Inês Rodrigues estuda na escola secundária Francisco de Holanda e faz também parte da direção da associação de estudantes. Vê-se, todos os dias, obrigada a utilizar as rotas da transportadora Ave Mobilidade “dados os escassos horários da Guimabus”.

“Na terça-feira passada, dia 21 de março, de manhã, quando entrei no autocarro da Ave Mobilidade para me deslocar à escola, ao passar o passe na máquina deu erro”, denunciou a estudante. O motorista pediu-lhe, assim, que mostrasse a vinheta comprovativa.

Uma vez que a Guimabus não dá nenhuma vinheta mensal, Inês não tinha o que mostrar e o motorista deu-lhe duas opções: ou saía do autocarro ou tinha de pagar. A jovem pagou, assim, dois euros e 40. Numa paragem mais à frente, denunciou, dois colegas seus, a quem lhes aconteceu o mesmo, “infelizmente tiveram mesmo de sair do autocarro porque não tinham dinheiro para pagar o bilhete”.

A história repetiu-se e Inês quis esclarecer a situação deslocando-se, então, à Guimabus e à Ave Mobilidade.

Na Guimabus, disseram que “não tinham vinhetas para dar e que não iam dar porque o transporte para os estudantes é gratuito”. Já na Ave Mobilidade informaram “que os motoristas têm informação para deixar entrar os passageiros se a máquina funcionar e, caso dê erro, é necessário mostrar a vinheta”, algo que “a Guimabus tinha de dar”.

©️ Direitos Reservados

Acrescentaram ainda, contou Inês Rodrigues, “que alguns motoristas facilitam a entrada”, mas “essa não é a diretiva da Ave Mobilidade”.

“O meu direito de me deslocar gratuitamente para a escola depende da boa vontade do motorista me deixar entrar ou não”, explicou a jovem vimaranense.

Posto isto, questionou Domingos Bragança, presidente da Câmara e também presidente do Conselho da Comunidade Intermunicipal do Ave, sobre quando é que, “por uma vez, esta situação vai ficar resolvida”, se vai “ter de continuar a pagar bilhete sempre que a máquina nos autocarros da Ave Mobilidade não esteja a funcionar corretamente” e ainda “quem vai ressarcir o dinheiro que pagaram pelos bilhetes”.

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