U.MINHO PROCURA MULHERES PARA ESTUDAR DISFUNÇÃO OVULATÓRIA

Grupo de investigadores e médicos pretende estudar o efeito que o stress pode ter na disfunção ovulatória, que provoca ciclos menstruais irregulares ou ausência da menstruação.

A Escola de Medicina da Universidade do Minho, o Hospital Senhora da Oliveira e o Centro Clínico e Académico de Braga estão a desenvolver um estudo relacionado com a disfunção ovulatória. O grupo de investigadores e médicos
pretende estudar o efeito que o stress pode ter na disfunção ovulatória, um dos principais responsáveis pelos ciclos menstruais irregulares e pela ausência de menstruação. Para o estudo são necessárias 150 voluntárias.

“Quando as mulheres não têm ciclos regulares, é porque um destes níveis – ovário, útero, hipófise ou hipotálamo – pode ter uma patologia ou disfunção”, começou por explicar Rui Miguelote, coordenador do projeto. O investigador vimaranense apontou que a disfunção ovulatória é provocada por duas grandes causas: síndrome dos ovários poliquísticos ou amenorreia hipotalâmica funcional. Com manifestações clínicas semelhantes, o diagnóstico diferencial pode ser mais difícil, o que pode levar a tratamentos errados.

“Com estas duas características, a ausência de menstruação ou ciclos irregulares, mais o padrão do ovário, as mulheres são catalogadas logo como tendo síndrome dos ovários poliquísticos. Quando na verdade têm uma disfunção, que se manifesta de uma forma muito idêntica, mas que está a outro nível, neste caso do hipotálamo e da hipófise, provocado pelo stress. Mas precisávamos de instrumentos que nos ajudassem a medir”, referiu.

É aí que entra Mafalda Soares, estudante de Medicina na Universidade do Minho, que ajudou no estudo prévio com inquéritos para avaliar os níveis de stress das mulheres, que estavam a tentar engravidar. Os resultados indicaram que os níveis de stress em mulheres com ciclos regulares ou irregulares são diferentes e que, dentro do grupo das mulheres com ciclos irregulares, há níveis diferentes entre as mulheres com síndrome dos ovários poliquísticos
e com amenorreia hipotalâmica funcional. “Concluímos que de facto os inquéritos psicológicos são um bom instrumento para medir o stress”, mencionou a vimaranense.

Para a realização do projeto de investigação, são necessárias 150 jovens mulheres, entre os 18 e os 38 anos, que tenham ciclos irregulares (que entre o primeiro dia de menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte
passem mais de 36 dias), ausência de menstruação ou que tenham sido diagnosticadas com síndrome de ovários poliquísticos. Para além destes requisitos, a voluntária não pode estar a tomar a pílula ou outra medicação hormonal.

Esta segunda fase do estudo pretende também avaliar apenas mulheres que não estejam de momento a tentar engravidar, pois esse seria um fator de aumento do stress psicológico. “À partida, as mulheres que estão a tentar engravidar já estão preocupadas, porque não conseguem engravidar”, apontou Vanessa Silva, médica responsável pela triagem das candidatas.

Para participar, deve-se preencher um formulário no site www.inovulacao.com.

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