Ucrânia: Língua é o maior desafio na integração

Um novo país, uma nova cidade e uma nova língua. As dificuldades de adaptação e integração são muitas. É preciso tratar de documentos, de arranjar um alojamento, um emprego, e, no caso das crianças, uma escola.

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Adelina Paula Pinto, vice-presidente da câmara municipal, e responsável pela educação e saúde no município, garante que a ligação entre as várias entidades locais tem permitido integrar as crianças na escola mais próxima do local onde estão atualmente a residir.

As crianças e os jovens ucranianos estão também a ser inseridos em diversas atividades que já exerciam no seu país, como música, ginástica ou natação, através do Conservatório de Música de Guimarães, a Guimagym, a Tempo Livre ou a Oficina.

O município está a procedeu também à identificação das profissões das mães “para ver de que forma podemos potenciar essas profissões nesta integração”.

Apesar de tudo, a língua portuguesa continua a ser o principal entrave dos refugiados ucranianos. Muitos são os que não dominam o inglês, o que dificulta ainda mais a compreensão entre as partes.

Por exemplo, nas instalações do Verbo Divino decorre uma formação do IEFP, com a duração de seis semanas. A turma integra 20 cidadãos ucranianos, que terão acesso a um certificado de habilitação da língua portuguesa, bem como um subsídio de alimentação diário.

A par destas iniciativas oficiais, há também outros pontos de encontro, espalhados pelo concelho, onde voluntários se disponibilizam para ajudar na aprendizagem do idioma. É, por exemplo, o caso da União de Freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião, que, através de uma sala cedida pela Sociedade Martins Sarmento, iniciou o ensino da língua portuguesa a alguns cidadãos ucranianos.

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