UMA “REVOLUÇÃO TRANQUILA” QUE TRARÁ UMA NOVA VISTA SOBRE A CIDADE

Três novas vias, uma superfície comercial e lotes destinados à habitação e ao comércio. Tudo isto irá surgir, em dez anos, no quarteirão delimitado pelas avenidas D. João IV e D. Afonso Henriques e pelas ruas da Caldeiroa e Colégio Militar.

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A Operação Urbanística na Área Central de Guimarães, aprovada em reunião municipal, será uma “revolução tranquila”, que irá modificar e urbanizar o quarteirão, nas palavras do vereador do Urbanismo, Fernando Seara de Sá. O projeto, cujo prazo de execução é de 10 anos, tem como objetivo, em altura de revisão do PDM, consolidar aqueles terrenos como terrenos urbanos.

A Operação surge depois de terem sido enviados para a Câmara dois pedidos de informação prévia: um relacionado com a intenção de instalação de uma superfície comercial e outro de urbanização naquele quarteirão. “Definiu-se, nos dois processos que decorreram praticamente em paralelo, que a consolidação e a aceitação de uma superfície comercial média implicaria a abertura de vias para que o projeto fosse o menos intrusivo possível”, explica Seará de Sá.

Os restantes terrenos, que não serão utilizados pela superfície comercial, poderão ser sucessivamente transformados em terrenos urbanos através do loteamento. “Vão permitir transformar o conjunto a área e a cidade no seu todo”, acrescenta.

Três novas vias para melhorar o trânsito

Na zona, serão criadas três novas vias. A primeira ligará a Avenida D. Afonso Henriques à Rua Colégio Militar. “Quem sobe a Afonso Henriques, a meio, será aberta uma nova via que ligará à Rua Colégio Militar”, explicou o autarca Domingos Bragança. A segunda via irá ligar a Rua Eduardo de Almeida à Rua da Caldeiroa. “Haverá estas duas vias e ainda uma outra de arruamentos, à medida que se vai construindo a habitação social”, acrescentou o autarca.

Segundo Seara de Sá, com a última via, será possível ligar as quotas baixas da cidade (onde se localiza o mercado) às quotas altas (onde está a estação de comboios). “Permite fazer o processo de reengenharia de trânsito naquela zona e facilitará e resolverá alguns dos problemas que a cidade tem nesta relação entre quotas mais baixas e quotas mais altas”, admite.

 “Queremos que seja uma revolução tranquila e que ajude a resolver problemas que estão identificados naquela zona. Vamos priorizar os peões com uma alameda ajardinada”, garante.

Engenharia Aeroespacial pode nascer na fábrica do Arquinho

No âmbito da Operação Urbanística está incluída a recuperação da antiga fábrica do Arquinho, delimitada pela Avenida D. Afonso Henriques e a Rua do Colégio Militar, que poderá acolher o curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho (UMinho). “Já reuni com o novo presidente da Escola de Engenharia da UMinho, Pedro Arezes, para trabalharmos a localização do curso de Engenharia Aeroespacial e posso adiantar que a fábrica do Arquinho é uma das possibilidades. Também o Fibrenamics, uma área importantíssima da Universidade, quer um sítio para alocar as suas oficinas e laboratórios e a fábrica pode ser esse espaço”, assegura o autarca.

A antiga fábrica do Arquinho está avaliada em 1,5 milhões de euros e faz parte de um acordo estabelecido entre a autarquia e um promotor imobiliário e ficará para o Município “pago pelas taxas de urbanização”. “Os muros das fábricas abandonadas na Avenida D. Afonso Henriques serão demolidos”, adianta. Assim, irá recuperar-se a fábrica do Arquinho, de modo a expandir o campus Couros, preservando o edifício “que será o símbolo e marca da força industrial de Guimarães”.

Apesar de a Operação prever um prazo de execução de 10 anos, Domingos Bragança lembra que o projeto das novas vias e infraestruturação está associada à implantação de um espaço comercial de média dimensão, na ordem dos três mil metros quadrados, da Mercadona, que pretende executar o projeto dois anos. “A Mercadona quer de imediato iniciar todo o projeto, com prazos definidos”, justifica. O autarca admite que os lotes habitacionais possam ter uma redução de taxas, na área da reabilitação urbana, “se forem para rendas acessíveis, para agregados familiares de rendimento moderado”. No fundo, toda a revolução “trará uma nova vista sobre a cidade, que é desconhecida”. “Para quem sobe a Afonso Henriques, em frente ao Vila Flor, aqueles muros daquelas fábricas serão demolidos e cidade abre-se para a zona da Cruz de Pedra, que acrescenta cidade à cidade”, finalizou o autarca.

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