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Uma SMS pode salvar vítimas de violência doméstica em tempos de isolamento social

Foi criada a linha 3060 para onde se pode enviar mensagens escritas gratuitamente. E as SMS não ficam registadas na fatura mensal.

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Confinadas em casa em período de isolamento social, as vítimas de violência doméstica enfrentam mais um problema: durante todo o dia, terão de conviver com o agressor. E isso poderá levar a uma possível subida nos casos de violência doméstica ao longo deste período — os números da China, o primeiro país a bater-se com o novo coronavírus, espelham essa preocupação. De acordo com um artigo do início de março da Sixth Tone, um site de jornalismo de investigação em temas chineses, só na região de Hubei, os relatórios de violência doméstica duplicaram desde que se decretou a quarentena obrigatória.

De forma a antecipar esses números, foi lançado o número 3060: um serviço de SMS em Portugal para prestar auxílio às vítimas de violência doméstica ao longo do período de isolamento social no país. E tudo foi pensado para proteger a vítima: “No isolamento estamos consigo. Escreva quando não puder falar.” O serviço funciona todos os dias e a todas as horas, é grátis e “garante a confidencialidade, uma vez que não fica qualquer registo no detalhe mensal das faturas”, como explica comunicado do Governo.

A responder à SMS enviada estará a equipa especializada da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que se articula com a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, como já acontece com a linha telefónica 800 202 148. Existe também um novo e-mail de emergência, o violência.covid@cig.gov.pt. Outra opção é ligar para as estruturas dedicadas a cada região. Em Guimarães, a estrutura de apoio é o Gabinete de Apoio à Vítima (253 421 200, 800 202 292 ou 969 265 107).

Os vizinhos também poderão ajudar. A CIG aconselha a que, nesta situação, se partilhe o número de telemóvel, demonstrando-se estar “vigilante e disponível para ajudar”. Difundir a informação relativa à temática também será possível, imprimindo-se a documentação presente no site da CIG e colocando-a nos corredores ou entrada dos prédios, por exemplo. Também se poderá ligar para a linha da APAV (116 006), por exemplo.

Desde 19 de março, já chegaram 40 pedidos de ajuda ou de informação aos canais habituais da CIG, adiantou a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, à Lusa.

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