UNIÃO DE FREGUESIAS DE AIRÃO E VERMIL

por António Carvalho

Presidente União de Freguesias de Airão e Vermil

Numa perspetiva de maior valorização local, o Mais Guimarães convida, quinzenalmente, um presidente de Junta de Freguesia de Guimarães a assinar um artigo de opinião, no qual são abordadas as temáticas que forem por estes tomadas como relevantes. A sequência segue a democrática ordem alfabética.

A União de freguesias de Airão Santa Maria, Airão São João e Vermil, resultou da agregação das três freguesias mais ocidentais do Concelho de Guimarães originando uma das mais populosas freguesias do nosso Concelho (excetuando as vilas é a segunda mais populosa). Esta União de Freguesias faz fronteira com o Concelho de Vila Nova de Famalicão (freguesia de Joane) e o Concelho Braga (União de freguesias de Escudeiros e Penso). No Concelho de Guimarães, a União de Freguesias de Airão e Vermil, como muitas vezes abreviamos para simplificar, confronta com as vilas de Ronfe e Brito e com a União de Freguesias de Leitões Figueiredo e Oleiros.

Estas três freguesias são servidas pela Estrada Municipal 68, que liga a Estrada Nacional 206 às freguesias vizinhas do Concelho de Braga, fazendo com que as distâncias à nossa cidade de Guimarães e às cidades de Famalicão e Braga, sejam praticamente iguais (cerca de 14 km).

Em Airão São João, terra onde o nosso segundo Presidente da República, Teófilo Braga, se refugiava para escrever, realçamos as piscinas de Airão São João. Estas piscinas de verão pertencem à Junta de Freguesia e proporcionam um verão refrescante e tranquilo a quem as procuram.

Em airão Santa Maria, terra também palmilhada por gente famosa, pois o nosso Nobel da Medicina, Abel Salazar, era aí proprietário de uma quinta, a quinta do Eirado, destacamos o parque da praia fluvial. Este pequeno parque situado sobre as margens do rio Pele, rio este que corre ainda com as suas águas límpidas, proporciona momentos relaxantes e de convívio, sobretudo aos reformados por quem é procurado diariamente.

De Vermil, terra muito antiga, destacamos o Castro de São Miguel, no monte de São Miguel-o-Anjo, provavelmente construído pelo povo Celta no século V a.C.. Este local, propriedade da paróquia de Vermil, é muito procurado para convívios, devido às suas excelentes frescas e ao facto de estar sempre limpo e aprazível. Agregação de Freguesias ou Freguesias em União? Num ano em que em Portugal se comemoram os 40 anos do poder Autárquico e por esse motivo uma data importante para todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para o desenvolvimento das nossas cidades e das nossas freguesias, também para mim é um marco relevante, pois representa o atingir das duas décadas a exercer aquilo que considero não um cargo político, mas sim uma missão de serviço, em prol da comunidade.

Depois de 16 anos a servir, com humildade, honra e muito orgulho a população de Airão Santa Maria, quer como secretário, quer como presidente da Junta de freguesia, participo agora numa realidade diferente, a União de Freguesias de Airão Santa Maria, Airão São João e Vermil. Se é verdade que pouca gente concordou com esta união de freguesias (esta e todas as outras), se é verdade que esta união nos foi decretada, se é verdade que nos enganaram e o que era para ser uma união de juntas de freguesias (poder local) passou a ser uma fusão de freguesias, também é verdade que esta vai ser a nossa realidade para os próximos tempos, pelo que é estéril nesta altura abrir uma discussão à volta do desfazer ou não as Uniões de freguesias. A esse nível, as próximas eleições autárquicas não apesentarão qualquer novidade, pelo que os próximos candidatos às autarquias das atuais Uniões de Freguesias, serão candidatos com projetos para quatro anos em União.

Desta forma, não faz sentido não acreditar numa realidade na qual estamos envolvidos, não faz sentido censurarmos uma união, na qual temos a responsabilidade de unir, sendo o único caminho possível o de criar um projeto de união para as freguesias e trabalhar de uma forma séria, equitativa para as freguesias da União, preservando a identidade de cada uma delas. Quem não for capaz de pensar num projeto de união, só tem um caminho a seguir, abandonar ou suspender o seu caminho e esperar o clarear desta (re)forma das freguesias, deixando avançar quem, mesmo sendo contra, é capaz de apresentar um caminho de união.

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