O técnico admite que o interregno foi maior do que o habitual e que treinar não substitui competir. “Vamos um bocadinho à descoberta, digamos assim, mas vão todas as equipas”, afirmou. Ainda assim, para o Moreirense, a pausa foi encarada como um período útil para trabalhar aspetos que “precisam de tempo, que precisam de detalhe, que precisam de repetição”, mas que agora necessitam também do jogo para perceber o que foi bem assimilado. Vasco Botelho da Costa reconhece que a equipa está longe de estar concluída: “Aquilo que nós sentimos é que estamos ainda bastante longe de ser um produto acabado. Seguramente que estamos melhor agora do que estávamos depois do jogo com o Vitória, mas também queremos daqui a um mês estar melhor do que estamos hoje.”
O Moreirense chegou a este período com apenas dois internacionais ausentes, o que permitiu trabalhar com maior regularidade e também descansar, depois de um calendário muito congestionado nas primeiras jornadas. O treinador deixa, porém, uma nota de prudência quanto à resposta física: “Não é fácil conseguir antever” e será preciso perceber até que ponto as equipas saem prejudicadas ou não.
Quanto ao adversário, o treinador moreirense antecipa um jogo “extremamente difícil”, frente a um plantel “com muita qualidade”, que “a pouco e pouco” vai mostrando mais do cunho pessoal do seu treinador. Na sua análise, o Gil Vicente é hoje “uma equipa mais versátil”, capaz de fazer coisas diferentes no plano ofensivo, o que obrigará o Moreirense a estar preparado para vários cenários. Jogar em casa é, para Vasco Botelho da Costa, “sempre uma satisfação muito grande” e uma oportunidade para mostrar o trabalho feito e que a equipa está mais próxima daquilo que quer ser, mandando no jogo com bola em muitos momentos. Como o Gil Vicente gosta de ter a posse e comandar a partida, o Moreirense procurará, nos momentos defensivos, ter capacidade para contrariar “os bons jogadores e a organização ofensiva” do adversário.
Nas baixas, o treinador confirmou que Alexandre Parsemain, lesionado ao serviço da Seleção, “vai estar fora algum tempo” e, em princípio, não joga nos próximos encontros. Valorizou, contudo, as alternativas disponíveis: “O mercado acabou por ser extremamente generoso para nós, temos o Vonic e o Yan. Felizmente, temos soluções.”
Por fim, o técnico deixou um apelo aos adeptos, num jogo marcado para um horário pouco acessível, uma sexta-feira às 18h45. “Há muita coisa que tem de ser repensada no futebol português”, afirmou, antes de pedir a presença das “nossas gentes”. Lembrou que os adeptos têm estado sempre ao lado da equipa, em casa e fora, mesmo depois do jogo difícil e penalizador com o Arouca, que “ainda hoje” não esqueceu, e destacou o impacto que tiveram no estádio do Vitória, onde “não é fácil ter impacto” e onde se ouviram durante todo o jogo. “Não tenho a mínima dúvida que eles vão estar presentes e que vão estar do nosso lado. Da nossa parte, vamos tentar fazer o possível para lhes dar uma alegria”, concluiu.
