Sobre o adversário, o técnico reconheceu a dificuldade em antecipar o que o Estoril apresentará, já que o treinador, que conhecia do trabalho nos sub-23, não tem um plantel igual ao da equipa B. Lembrou ainda que o jogo da Taça obrigou a muita rotação de jogadores. “O Estoril não está num bom momento, mas mesmo com o Vasco Matos, a equipa já estava a crescer muito a nível exibicional”, afirmou, acrescentando que se trata de uma formação com grande valor individual e que “não é uma equipa que pertence ao lugar a que está”. Um alerta, disse, mas a prioridade é olhar para dentro: “Temos que olhar muito é para nós.” O treinador sublinhou que há indicadores positivos, sobretudo na fase ofensiva, onde a equipa tem cada vez mais capacidade na construção e na criação. Na defesa, reconhece que há caminho a percorrer para ser “uma equipa mais pressionante, uma equipa mais junta, mais agressiva”. E resume: “Fazer as coisas bem feitas, porque sentimos que, se assim for, estaremos mais próximos da vitória.”
Questionado sobre os reparos feitos aos jogadores no final do jogo com o AVS SAD, Botelho da Costa explicou que a questão se colocou mais no início desse encontro. Apontou o jogo com o Casa Pia como ponto de viragem na afirmação da identidade pretendida e comparou com a época passada, em que a equipa arrancou “feita, estável, experiente”. Agora, as trocas constantes em cada janela de mercado têm um preço. “Nós ainda nem erramos e já estamos a ser penalizados”, lamentou, recordando que o golo do AVS nasceu de um lançamento lateral a favor do Moreirense. Ainda assim, mostrou-se confiante: “Temos muita qualidade, temos um plantel capaz.” Para este jogo, a equipa não poderá contar com Maracás, mas o treinador garante total confiança nas soluções. Lembrou que no primeiro jogo da época o defesa também esteve ausente por castigo e quem o substituiu “deu resposta”. Considera que o plantel foi construído com competência e que as “dores de crescimento” são normais após tantas mudanças.
Quanto aos jovens vindos da formação dos “grandes”, defendeu que cada caso é um caso, mas que habituados a ganhar semana após semana, vivem agora a realidade de um clube que luta pela manutenção. Para o treinador, o segredo está no coletivo: “O segredo para os momentos é muito mais um segredo grupal do que propriamente um segredo individual.” Descreveu o balneário como homogéneo, unido e feito de amigos, que encara os momentos difíceis como oportunidades de crescer.
Por fim, o treinador comentou a marca dos 3.000 sócios alcançada pelo clube, sentida nas bancadas, em casa e fora. Destacou a presença da massa adepta nas Aves, num jogo cujo resultado classificou de “tremendamente desapontante e penalizador”, e garantiu que o objetivo é retribuir: “É sempre para eles que nós queremos dar alegrias.”
