Vimaranense cria tecnologia que reduz efeitos da menopausa

Filipa Fernandes, formada pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho, criou uma t-shirt inovadora que atenua os efeitos da menopausa. “O tecido tem um revestimento estampado que regula a temperatura corporal da mulher, evitando que esta tenha afrontamentos, retenções de líquidos, alterações de humor, insónias e mal-estar”, refere a investigadora. Após dois anos de testes em laboratório e em contexto real, a tecnologia está agora patenteada, aprovada pelo Infarmed e chega ao mercado.

“Muitas senhoras que testaram surpreenderam-se com os benefícios de utilizar apenas esta t-shirt para reduzir os sintomas da menopausa, dizem que a sua vida se tornou mais agradável e confortável”, nota Filipa Fernandes. O feedback foi tão positivo que a cientista decidiu testar a inovação com mulheres em tratamento para o cancro ou que tinham tido essa doença. “Funcionou de novo: algumas senhoras quiseram retirar a medicação habitual para o teste ser total e, no final, não voltaram a precisar de parte dela, por indicação do médico”, frisa.

Filipa Fernandes considera os resultados das suas amostras “excelentes” face a estudos similares em revistas científicas internacionais e deve prosseguir as pesquisas. “Não estamos a tratar o cancro, mas estamos a contribuir para uma melhor qualidade de vida das pacientes”, diz.

Designada RT, a tecnologia aparece na t-shirt sobretudo na zona do tórax e da coluna, sendo baseada em silicone medicinal e em materiais de mudança de fase, isto é, que permitem manter a temperatura corporal da pessoa, 36.5º C, em média, independentemente da temperatura ambiente.

Filipa Fernandes nasceu há 36 anos em Guimarães e vive em Braga. Fez o mestrado integrado em Engenharia de Materiais na UMinho, na qual investigou, desde 2010, em projetos do Centro de Física, do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil, do Centro de Território, Ambiente e Construção e do Centro de Engenharia Biológica. Com este último está a conceber uma farda de proteção hospitalar, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde (INSA). Centra a pesquisa em funcionalização de superfícies, como pavimentos, cerâmicas, vidros e têxteis; possui trabalhos pioneiros sobre áreas autolimpantes e rodovias que mudam de cor com a temperatura.

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