VIMARANENSES JÁ PODEM CALCULAR A SUA PEGADA ECOLÓGICA INDIVIDUAL

A nova calculadora da Pegada Ecológica foi apresentada esta manhã de segunda-feira, dia 06 de maio, no Laboratório da Paisagem. Guimarães torna-se assim o primeiro município português a ter a sua própria calculadora da Pegada Ecológica, que surge no âmbito do projeto “Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses” e que resulta de uma parceria estratégica entre a ZERO – Associação Sistema Terrestre Saudável, a Global Footprint Network e a Universidade de Aveiro

Fernando Seara de Sá, vereador do Urbanismo, apontou que este é “um passo fundamental”, para tratar “assunto difícil”, reforçando que este é “o sentido certo”. “Queremos que este cálculo chegue às pessoas e que possa avaliar o que cada um faz no seu quotidiano”, referiu no início da apresentação.

Sara Moreno Pires, da Universidade de Aveiro, que apresentou em 2018 a Pegada Ecológica de Guimarães, sublinhou que esta é uma ferramenta “simples e prática”, mas “importante”. “Tem como objetivo educar e mostrar, de uma forma prática e simples, qual o impacto de cada um de nós sobre os recursos naturais do planeta terra. É uma ferramenta útil, que nos permite perceber e comparar o nosso estilo de vida com aquilo que é a média do concelho. Esta é a grande novidade da ferramenta, é que ela é calibrada com os dados que encontramos no ano passado para o município de Guimarães”, começou por esclarecer.

Recorde-se que os principais fatores da Pegada Ecológica de Guimarães, já apresentados em 2018, são a alimentação e a mobilidade. “Há uma questão, por detrás dos nossos comportamentos individuais, que é a influenciada pelas políticas públicas, que têm a ver coma forma como as infraestruturas da própria cidade estão construídas para nos facilitar ou dificultar, por exemplo, a mobilização através de transportes públicos, da energia renovável. Forte componente de políticas públicas, que podemos compreender e associar ao nosso comportamento individual”, prosseguiu a investigadora, acrescentando que “o poder político tem que ter um papel crítico, quanto menos que não seja na sensibilização e na educação”.

De acordo com Sara Moreno Pires, a calculadora é de “fácil utilização”. “O objetivo é exatamente esse. Prescindimos de algum nível de complexidade, que daria um resultado mais fidedigno, mas para que ele chegue a todo o tipo de população, para que ele chegue a todas as faixas etárias, precisamos de simplificar as questões, que estão, sobretudo, relacionadas com três áreas: a alimentação, os transportes e a habitação”, mencionou.

“O objetivo desta calculadora será perceber se ela realmente é muito utilizada, se ela passará a ser uma ferramenta quase recorrente, para sensibilizar ou educar, ou simplesmente fazendo uma avaliação das nossas mudanças. Depois, iremos tentar perceber se alguns dos resultados que vamos obtendo ao longo do tempo se vão estar em média com aquilo que encontramos em termos do cálculo que fizemos no ano passado”, concluiu a investigadora.

A calculadora da Pegada Ecológica já está disponível no site do município.

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