Os conquistadores ocupam o 15.º lugar, com cinco pontos e uma única vitória em oito jornadas. Não ganham há cinco jogos no campeonato, desde o triunfo sobre o Nacional na 3.ª jornada, e chegam de uma derrota por 0-2 na Luz, frente ao Benfica. Na Taça de Portugal, passaram pelo Lamelas por 1-0. O Marítimo é 12.º, com oito pontos, muito graças às vitórias nas duas primeiras jornadas, mas não ganha há seis jogos na Liga. A última jornada trouxe a derrota por 1-2 em casa com o FC Porto, e na Taça venceu o Alcochetense por 2-1.
A história, essa, está do lado do Vitória. Em Guimarães, venceu 21 dos 43 jogos com o Marítimo, que só ganhou nove, e está há dez jogos sem perder com este adversário, com oito vitórias e dois empates. Ganhou as últimas seis receções. Há ainda um pormenor curioso nos bancos: Tiago Margarido perdeu os dois jogos que fez como treinador contra o Marítimo, enquanto Mitchell van der Gaag já ganhou em Guimarães, mas como jogador, com a camisola do Marítimo, por 1-3 em 2001/02. Para este encontro, Margarido não pode contar com Francisco Dias, uma ausência mais prolongada, e mantém em dúvida Thiago Balieiro, o central que não falhou um minuto no campeonato. De resto, garantiu que tem “tudo recuperado”, e regressa Alioune Ndoye, depois de cumprir três jogos de suspensão. Na baliza, Lucas Furtado, que jogou na Taça, pode manter-se, mas o treinador admitiu que é apenas “uma possibilidade”, sem garantias, já que Oliwier Zych foi titular nas primeiras oito jornadas. O onze provável aponta para Zych; Strata, Borevković, Balieiro e João Mendes; Gonçalo Nogueira e Doucet; Miguel Nogueira, Samu Silva e Oumar Camara; e Jakupović na frente. No Marítimo, Yellu Santiago é dúvida, por problemas físicos. A equipa deverá repetir o onze da última jornada: Fran Vieites; Igor Julião, Romain Correia, Gábor Szalai e Paulo Henrique; Ibrahim Alani, Dominguez e Guzzo; Tomás Tavares, Adrián Butzke e Martín Tejón. Butzke, que representou o Vitória em 2023/24, reencontra o antigo clube.
Na antevisão, Margarido assumiu que contra o Moreirense a equipa não teve “a competência suficiente” e prometeu voltar aos níveis exibicionais mostrados frente ao Casa Pia, ao Nacional e ao Arouca. O caminho passa, disse, por um Vitória “ofensivo e envolvente”, com os laterais a criar desequilíbrios, frente a uma equipa que considera “muito bem organizada” e com experiência. Pediu ainda aos adeptos “um ambiente infernal” para o adversário. Quem quiser estar presente, os sócios têm de apresentar a quota 10/2026, com bilhete a 4 euros para quem não tem lugar anual.
Van der Gaag sabe ao que vai. Espera “um ambiente complicado” e admite que “também precisamos de conquistar pontos”. Avisou que, sem personalidade, “vai ser difícil”, e reconheceu que o Vitória cria “muitas oportunidades”.
Arbitragem
O encontro será dirigido por Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja.
