VITÓRIA, REDUZIDO A NOVE, PERDE NO DRAGÃO

Duas expulsões, três golos sofridos. O Vitória SC, que ainda […]

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Duas expulsões, três golos sofridos. O Vitória SC, que ainda não venceu nesta época, tentou responder às condicionantes e à pressão dos dragões, mas cedeu. Marega bisou e Marcano assinou o segundo golo.

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Tarde (e noite) difícil para o Vitória e para os jogadores. Tinham passado 45 segundos do apito inicial e já Tapsoba via o cartão vermelho, depois de carregar Marega fora da grande área. Jogadores e técnicos furiosos, Ivo Vieira riu-se, incrédulo. Carlos Xistra manteve a decisão de expulsar o defesa vitoriano após a avaliação do VAR.  Depois, aos 78, Davidson contesta, exaltado, o amarelo que lhe foi mostrado por Carlos Xistra — e segue-se o vermelho. O Vitória SC fez quase todo o jogo com dez elementos e acabou-o com nove. O confronto iniciou-se às 18h30, numa partida para a 4.ª jornada do campeonato.

A vida dos vitorianos acabou por se agravar, depois, com a saída de Al Musrati, lesionado. Pepe tombou sobre ele e o veterano azul e branco também acabaria por ser substituído. Pepê, no seguimento da expulsão prematura de Tapsoba, foi “sacrificado”; entrou Pedro Henrique, numa tentativa de tomar as rédeas de um jogo que poderia estar condenado logo nos primeiros minutos. Uma estreia dura para Lucas Evangelista.

Depois do vermelho direto a Tapsoba, o coletivo vitoriano manteve, contudo, a identidade e fez-se ao jogo, puxando-o para o meio campo adversário. Houve pressão, principalmente por Davidson e Rochinha, mas o FC Porto não cedeu. Contornaram as oportunidades criadas pela turma vimaranense e lançaram-se, velozes, à baliza de Miguel Silva. E o guardião vimaranense, de regresso à titularidade nesta partida, só tombou já na reta final da partida.

Marega furou a baliza preta e branca aos 14 minutos, colocando o Porto na linha da frente depois de um cruzamento largo na direita de Corona, fugindo a Bondarenko. Uma expulsão e um golo depois, Ivo Vieira quis potenciar o golo — e o Porto, a pressionar, tentou desgastar o Vitória. E Marcano quase fez o 2-0 aos 28 minutos, surpreendendo o bloco defensivo do Vitória.

Mesmo a dez, Ivo Vieira não fez alterações na equipa para a segunda parte. A primeira grande oportunidade de golo por parte dos vitorianos — e que poderia igualar — surgiu por Lucas Evangelista, uma das caras novas da equipa, que ameaçou Marchesín, aos 75 minutos. Três minutos depois, o desfecho começou a parecer ainda mais favorável para o clube da casa: Xistra mostra o amarelo a Davidson, que contestou a indecisão. E Xistra expulsou-o sem sequer mostrar o segundo amarelo, para o avançado brasileiro confrontar exaltadamente o árbitro. Ivo Vieira entrou no campo para acalmar o jogador.

O Vitória tentou manter a coesão e Miguel Silva evitou o segundo golo depois de sacudir uma bomba de Danilo para fora. Só que, logo a seguir, a bola escapou-se-lhe das mãos para os pés de Marcano, que ampliou a vantagem para duas bolas a zero. Já no período de compensação, aos 93, Moussa Marega fez o terceiro da partida, bisando, dando assim o golpe final num jogo em que o Vitória tentou responder ao destino que se foi anunciando. O FC Porto soma, assim, nove pontos, e ocupa a segunda posição de um campeonato liderado pelo Famalicão. Já ao Vitória falta, ainda, vencer nesta época — está em 16.º lugar, com dois pontos. O próximo jogo do Vitória SC é frente ao Rio Ave, num jogo em atraso da 1.ª jornada.

O técnico vitoriano preferiu não comentar as decisões da arbitragem, mas enalteceu o comportamento da sua equipa ao longo do jogo, ainda que o resultado não tenha sido o desejado: “Com dez quisemos sempre atacar, com nove também, mas depois veio a superioridade física do FC Porto, que tem jogadores com boa capacidade física e técnica. Estou orgulhoso do que os meus jogadores fizeram, tendo em conta as situações, mas não estou satisfeito com o resultado, porque queríamos levar pontos daqui.”

Miguel Pinto Lisboa, na sala de conferência, disse que a equipa vimaranense “mostrou vontade de vencer”. O presidente do Vitória SC acrescentou que o jogo “ficou condicionado desde logo no primeiro minuto por uma decisão inexplicável”, referindo-se à expulsão de Tapsoba. “Penso que em nada favorece o espetáculo do futebol”, acrescentou, dizendo ainda que o “Vitória Sport Clube não pode ser penalizado como tem vindo a ser na Liga Portuguesa”.

 

(artigo atualizado às 21h51)

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