VITÓRIA SC… OS DADOS ESTÃO LANÇADOS!

Vasco Rodrigues,

Advogado

Antes de qualquer consideração, gostaria de agradecer o simpático convite endereçado pelo Eliseu Sampaio, director do MaisGuimarães, para ocupar este espaço de opinião, na presente semana.

O Vitória vai no próximo Sábado a eleições. Umas eleições disputadas por três listas e que, acima de tudo, foram uma enorme surpresa para quem acompanha a actualidade vitoriana. Na verdade, nenhum dos argumentos apresentado por Júlio Mendes, parece ter algum fundamento, pois, ainda, foi no pretérito ano que decorreu o último sufrágio eleitoral que venceu e quando todo e qualquer líder que o clube do Rei teve, durante os anos, de lidar com momentos de contestação, mais ou menos, acirrados.

Mas, os três mandatos deste já serão passado, ainda que seja precoce fazer uma avaliação cuidada dos mesmos, atento a ainda ser o presidente em exercício do clube. Falemos, pois, do futuro.

O primeiro desafio do novo presidente do Vitória, seja ele quem for, passará por unir os vitorianos.
Assumir o papel de presidente de todos, com um discurso dirigido à universalidade dos adeptos do Rei. Não querer ostracizar quem defendeu outros pontos de vista e receber, na família, todos que nela queiram entrar.

Tal passará por uma postura forte, assertiva, mas, ao mesmo tempo, conciliadora para permitir que as “feridas” eleitorais fiquem sanadas no dia seguinte. Depois, virá o maior dos desafios… a relação do clube com a SAD.

Na verdade, esta será a questão essencial do futuro mandato e, por isso, com maior ou menor perícia todos os candidatos centraram-se nesse tema. Porém, importará lembrar que a vontade do Vitória, de per si, não fará vencimento. Na verdade, como bem sabemos, o clube, ainda que detenha um conjunto de vetos na estrutrura societária, não é maioritário. Além disso, Mário Ferreira, ainda a anterior direcção estava em funções, houvera prometido um papel mais activo na administração da “sua empresa”.

E, dessa conjugação de vontades poderá resultar o sucesso do Vitória, pois, estes três anos serão primordiais no futuro dos Conquistadores. Ajustar uma política desportiva em que SAD e clube comunguem dos mesmos objectivos, sendo parceiros que se respeitem e que remem para o mesmo lado. Efectivamente, Mário Ferreira tem tido um papel meritório na SAD, e é de esperar que continue a agir do mesmo modo. Mas, verdade seja dita, facilitou em tudo do que foi preconizado pelo clube. Contentou-se com um elemento no Conselho de Administração, soube deixar espaço para os directores do clube, e consequentemente membros do conselho de administração, avançarem com a política desportiva que entendiam ser a melhor.

Mas, será o futuro assim? Essa poderá ser a pergunta do milhão de dólares, se a analogia é permitida.

Tal, poderá entroncar noutro desafio avançado nesta campanha eleitoral e que é a recompra das eleições da SAD.
Porém, antes de alvitrarmos o como, teremos sempre de lembrar que estamos no domínio das relações jurídicas privatísticas. Simplificando, se o accionista maioritário não quiser vencer o seu pacote accionário, simplesmente, não o fará e qualquer suposição sobre esta questão será inútil.

Porém, se houver possibilidades em comprar as acções, como fazer. Através de um empréstimo à banca, um empréstimo obrigacionista caucionado, também, por uma instituição bancária, ou outra solução? E se a opção passar por alguma das mencionadas, como o clube irá arranjar fontes de receita para liquidar esses montantes? São as questões essenciais a responder neste tema.
Outro ponto importante passará pela política desportiva a seguir.

Independentemente das relações com a SAD, e caso se mantenha o vigente status quo, a política desportiva a seguir, também, deverá ser um ponto primordial para o novo presidente do Vitória. Na verdade, nos tempos actuais, existe um verdadeiro dilema entre a aposta de um modelo sustentado pelas academias e pelos escalões de formação (que demorará mais tempo a implementar), ou a aposta em “jogadores feitos”, na esperança que o imediatismo dos resultados permitam conseguir o agrado das massas e uma rentabilização mais eficaz desses atletas.

Julgamos acreditar que no meio deverá estar a virtude. O Vitória, ainda, recentemente, viu a sua academia ser considerada uma das melhores do país, pelo que a aposta num espaço de eleição, que foi importante em vários momentos da vida do clube, poderá ser relevante. Além disso, a aposta em valores seguros, que poderão trazer mais valias desportivas e ajudar os jovens talentos a crescer, se for feito com mestria, poderá ser uma das pedras de toque do mandato do futuro presidente dos Conquistadores.

Importará, contudo, sempre lembrar que, independentemente, dos montantes auferidos e gerados, o Vitória deverá ser parcimonioso nos seus investimentos. Na verdade, nomes como Célis, Estupiñan ou Rincón far-nos-ão sempre lembrar que o segredo do sucesso passa por uma aposta onde os riscos sejam quase zero… e que, por muito investimento que possa existir, o segredo estará sempre na minimização dos riscos.
Os dados estão lançados… Dentro de três dias, já saberemos quem será o novo presidente do Vitória SC!

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