A primeira sessão realizou-se na sexta-feira, 16 de outubro. Nessa noite, a administração da SAD esclareceu que o acordo prevê a entrada de 3,8 milhões de euros na sociedade, destinados a reduzir o endividamento. O valor resulta da devolução à SAD de dois milhões de euros por parte da V Sports e de um investimento adicional de 1,8 milhões de euros. O acordo prevê ainda um plano de reestruturação de parte da dívida, entre 20 e 30 milhões de euros, a desenvolver em 60 dias úteis.
Em causa está a transmissão à V Sports de 17% do capital da SAD, para restabelecer a participação de 46% aprovada em Assembleia Geral em março de 2023, reduzida para 29% por imposição das regras de multipropriedade da UEFA. Se a proposta for aprovada, a participação do clube desce de 67,84% para 50,84%, mantendo a maioria do conselho de administração, com três dos cinco administradores. Os 17% ficarão sujeitos a um blind trust, gerido por uma entidade independente. Rui Rodrigues admitiu que, se a proposta for chumbada, o clube terá de procurar outro parceiro para a SAD. O processo tem gerado contestação. O Movimento VSC, de Viriato Sampaio, acusa a direção de violar os estatutos com a calendarização das assembleias e critica a votação da operação antes do Relatório e Contas. Belmiro Pinto dos Santos classificou a assembleia como simulada e apontou falta de informação.
A terceira e última sessão de esclarecimento realiza-se na segunda-feira, 26 de outubro, também às 21h30. A Assembleia Geral extraordinária está marcada para 30 de outubro, no Pavilhão Unidade Vimaranense.
