Westway LAB regressa esta primavera em formato digital para a sua 8.ª edição

O Westway LAB regressa ao seu calendário de primavera para cumprir a sua 8.ª edição consecutiva. O evento será de quatro dias, pela via digital, entre 7 e 10 de abril, com a celebração da música a impulsionar encontros profissionais e trocas de conhecimento para sustentar caminhos futuros. 

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As noites de 9 e 10 de abril chamam projetos artísticos nacionais ao palco do Centro Cultural Vila Flor para seis concertos que podem ser vividos e acompanhados através da transmissão digital, em sinal aberto, na página Facebook do evento – facebook.com/WestwayLAB.Portugal –, aos quais se juntam, também virtualmente, vários showcases internacionais na tarde de sábado. 

Esta edição garante “um espaço central para artistas e parceiros portugueses e europeus que têm dado corpo a esta construção de relações e investido sem reserva no potencial que se vai desenhando anualmente em Guimarães no universo da música”, pode ler-se em nota enviada às redações.

É de salientar que a informação respeitante a esta edição já se encontra disponível em westwaylab.com, onde é igualmente possível realizar os registos PRO para participar nas 23 conferências e dois keynotes do Westway LAB 2021 que abrem o programa a 7 de abril, estendendo-se até ao dia 10.

“O processo de intercâmbio europeu no sector da música torna-se mais vital que nunca, dado o atual contexto de transformação que se vive e a necessidade da procura de novas soluções e o Westway LAB 2021 arranca assim com o IMPALA CAMPUS, novo projeto europeu de formação para jovens profissionais da indústria da música”.

É dentro desse espírito reforçado de capacitação e colaboração internacional que Rui Torrinha, diretor do Westway LAB, anuncia o lançamento de uma ideia já habitada em edições anteriores mas que agora ganha novos contornos: um foco ibérico a acontecer em 2022. Antecipando essa vibração, o Westway LAB terá o contributo de 2 figuras importantes da área em ambos os países no papel de Keynote nacional e internacional: João Carvalho (Paredes de Coura / Primavera) e Robert Grima (Live Nation Espanha). 

Fique a conhecer a programção

A abrir os concertos da 8.ª edição do Westway LAB, com transmissão digital e curadoria do Why Portugal e da Antena 3, os Diabo a Sete surgem na sexta-feira, 9 de abril, às 21h00, para cruzar ritmos, melodias e instrumentos associados à matriz tradicional, com letras e sonoridades contemporâneas desta banda folk-rock portuguesa. Criativos e com um imaginário particular, já reconhecidos como uma referência incontornável na reinvenção da música portuguesa de raiz, apresentam-se numa altura em que se preparam para gravar o quarto álbum de originais, com edição prevista para este ano. 

A mesma janela online abre-se se seguida para o artista multidisciplinar Tristany pintar com a sua voz, ilustrando a realidade por ele vivida, através do seu olhar e do olhar das pessoas que o rodeiam, numa expressão de sonoridades cruas com ritmos e estímulos visuais diversificados. Às 22h00 do mesmo dia 9 de abril, o músico traz na bagagem o álbum de estreia Meia Riba Kalxa (2020), que tem recebido amplos elogios da crítica especializada. 

Esta noite fecha com Da Chick. Intérprete, compositora e recentemente produtora do seu mais recente álbum Conversations with the beat, a portuguesa Da Chick continua em mutação na pesquisa pela liberdade e novas formas de expressar a sua visão e criatividade. Do electro ao disco, do boogie ao dub, de cantar a produzir música, Da Chick parece estar apenas a começar a sua longa viagem pela música e a partir das 23h00, no Westway LAB, promete deixar-se guiar pelo momento e pelo seu maior aliado, o groove, através de uma performance intimista e experimental. 

sábado10 de abril, reserva a entrada em ação de Bicho Carpinteiro às 21h00. Este caldeirão de rock instrumental e um folk “musculado” regado a viras, fados, chulas e lenga-lengas servidos numa bandeja de ambientes eletrónicos temperados com toda a riqueza que a tradição portuguesa tem para oferecer, mostra-se através de violas braguesa e beiroa e cavaquinhos eletrificados, bombos tradicionais e adufes quitados e lenga-lengas com auto-tune às mãos de Vasco Ribeiro Casais (Omiri, Seiva, Dazkarieh) e Rui Rodrigues (Casuar, LOT, Uxukalhus). 

O Bicho é (per)seguido às 22h00 por Beatriz Pessoa, cantora e compositora que vive num equilíbrio artístico entre o sonho e o pragmatismo, por entre uma (ainda) curta e promissora carreira que já a levou a pisar alguns dos mais importantes palcos de festivais nacionais e internacionais como o NOS Alive, Meo Marés Vivas, SuperBock em Stock ou o Audio Rebel, no Brasil. Apaixonada pelo calor da música brasileira, Beatriz atravessou o Atlântico em 2019 para gravar o seu primeiro longa-duração, Primaveras, adiado por conta da pandemia mas que agora chega ao Westway LAB e já se encontra disponível nas plataformas digitais. 

O Westway LAB 2021 apresenta o último concerto desta edição pelas 23h00 com o projeto P.S. Lucas. Há uma arte que Pedro Lucas tem vindo a refinar há cerca de uma década com os projetos Medeiros/Lucas e O Experimentar Na M’Incomoda. Agora, estreia-se a solo com In Between (2021), um disco que carrega ecos de modernos mestres das canções, mas a melancólica dolência com que embrulha as suas composições só a si mesmo pertence. E esta música vive da luz que só aqui se encontra e em que Pedro Lucas encontra estas canções que partilha connosco de mão aberta neste concerto.  

Destaque, ainda, para a tarde deste mesmo dia 10 de abril – habitualmente ocupada pelos City Showcases do Westway LAB que preenchem de música ao vivo vários pontos da cidade de Guimarães – que reserva uma série de atuações internacionais transmitidas a partir das 15h numa emissão streaming ininterrupta na página Facebook do Westway LAB. Estes showcases virtuais, resultantes da integração do Westway LAB no ETEP (European Talent Exchange Programme) e INES (Innovation Network of European Showcases), irão colocar-nos em contacto com projetos musicais de variadas origens como Alicia Edelweiss (Áustria), Sofia Talvik (Suécia), TUYS (Luxemburgo), My Ugly Clementine (Áustria), Julia Bardo (Itália), Pinpilinpussies (Espanha), entre outros. 

Recorda-se que a essência de toda a programação do Westway LAB – festival, conferência, criação – o primeiro evento internacional de música em Portugal a integrar Residências Artísticas, Conferências Profissionais, Talks, Showcases e Concertos, organizado pel’A Oficina desde 2014, a partir de Guimarães – “reside no contacto presencial dos seus intervenientes, realizando-se agora de forma adequada ao contexto sanitário que atravessamos”.

“O Westway LAB prossegue assim o seu trajeto multidisciplinar sem abrir mão da liberdade criativa, possibilitando a construção de novos e sustentáveis caminhos para a internacionalização de artistas e profissionais nacionais da área em questão, ao mesmo tempo que chega a novos públicos dentro e fora de fronteiras”.

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