por Mário Moreira
Verdes, amarelos, roxos, brancos, laranjas e vermelhos, são os grandes companheiros nas refeições dos dias quentes que aí estão.
São presença obrigatória na cozinha e em muitos pratos. Por cá os mais comuns são os verdes e vermelhos, muito embora a presença de outras cores nos sejam cada vez mais familiares.
Os sabores diferem uns dos outros, cada cor seu paladar. Enquanto os verdes têm um sabor mais agressivo e intenso, os vermelhos são mais carnudos e adocicados. Os amarelos têm doçura mas nada que chegue aos vermelhos… Há uma enorme oferta de cores e sabores, mais ao menos picante do mais doce ao mais amargo.
É nesta panóplia de sabores que permite a escolha mais adequada ao gosto de cada um, ao tipo de cozinha a que se destinam. A bem conhecida “Dieta Mediterrânica” não os dispensa. Têm lugar de relevo.
Estes companheiros de verão são amigos da nossa balança pelo baixo teor de calorias. São uma excelente fonte de vitamina C, os vermelhos e laranjas, designadamente.
Não há sardinha ou grelhado que dispense a sua combinação. Há um truque para os tornar fáceis de digestão, retirar-lhes a pele. Na grelha, no forno, no bico do fogão, têm de ficar, completamente pretos. Deste modo a pele sai fácil.
Metem-se num saco plástico, a condensação acaba por lhes retirar a pele na totalidade. As peles, as sementes do seu interior devem ser removidas e bem limpos.
Ficam deliciosos, então os vermelhos como são os mais carnudos, parecem que se está a comer um bife. Os italianos têm um prato chamado “Carpácio de peperone”, com azeite, oregãos, salpicado com parmesão e umas folinhas de rúcula…Um hino à vida!
Usados em excesso, em caldeiradas, refogados, pratos de arroz ou massas, transmitem um paladar desagradável, que muitas vezes se sobrepõe aos ingredientes principais. Alguma vez provou uma compota de pimento vermelho? Maravilha!
“Pimentos recheados com carne picada e hortelã”
Bom apetite.
Um abraço gastronómico.