Os trabalhos, que decorreram durante cerca de um mês, envolveram estudantes de diferentes níveis de formação e permitiram o contacto direto com vestígios arqueológicos de várias épocas, desde a Pré-História à Idade Média.
Em Alfândega da Fé foram estudados sítios de arte rupestre com cerca de 6000 anos. Em Vila Velha de Ródão, a investigação incidiu sobre a ribeira do Açafal, um local de referência para o estudo do Paleolítico europeu. Em Braga, a Colina da Cividade esteve no centro da investigação sobre a evolução urbana desde Bracara Augusta até à Braga Moderna.
Nos Arcos de Valdevez, os estudantes estudaram a paisagem do Extremo e os seus três fortes do século XVII. Já na Galiza, as equipas participaram em projetos arqueológicos em Tomiño, Casaio, Armea e León, onde foram identificados vestígios romanos, medievais e da ocupação judaica na Idade Média.
A iniciativa é promovida pelo Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da UMinho, em parceria com autarquias, a Unidade de Arqueologia e o Lab2PT, contando ainda com colaboração de universidades espanholas e brasileiras. Fernanda Magalhães, diretora da licenciatura em Arqueologia, destaca a importância destas experiências para reforçar a formação prática e a internacionalização dos estudantes. A UMinho prepara já novas parcerias com municípios portugueses e universidades estrangeiras.
