Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais GuimarãesArrancaram os preparativos para as Nicolinas, as festas dos estudantes das secundárias de Guimarães. A primeira moina realizou-se no sábado, e os estudantes, rapazes e raparigas, saíram às ruas da cidade, e ali se mantiveram até à noite cerrar.
A expectativa é grande para esta edição deste ano das festas. Nos últimos dois anos houve restrições que não ocorrerão neste. Em 2020 tocamos caixas e bombos às janelas das nossas casas, numa tristeza, porque sentimos que a tradição não se cumpria como sempre. A pandemia impediu-nos de estarmos com os nossos. A comunidade esteve unida apenas pelo som que entoava pelas ruas e aldeias, e num momento espontâneo em que o coração nicolino falou mais alto, e muitos se juntaram, na Oliveira, num eposódio incompreendido por quem não sabe como é, não sente este fervor que nos vai na nossa alma nicolina nesta altura do ano.
A irreverência própria, e desejável, dos estudantes, voltou a sentir-se em 2021. Contrariando os conselhos das autoridades, os estudantes saíram à rua logo na noite do Pinheiro. Não é suposto que os estudantes cumpram sempre as regras! Com cuidados excecionais, claro, saíram, e em grande número, anunciaram que as festas haviam de se realizar. E realizaram-se!
Já todos olhamos as nossas caixas e bombos, esperando o verão de S. Martinho para esticarmos as peles. A ansiedade invade-nos.
Espera-nos a semana maior de Guimarães, a semana em que o coração anda nas ruas, nas mãos e nas gargantas dos nicolinos.
Venham as festas. Que alegria!
