por Mário Moreira
Os tempos mudaram e a longevidade humana também. Os avanços civilizacionais e tecnológicos levam-nos para uma esperança de vida cada vez maior, impensável até há poucos anos. A vida é cada vez mais longa, mais preciosa, mas também à custa de enormes sacrifícios. Será que a longevidade é apenas uma conquista civilizacional? A meu ver a longevidade, deve ser vivida de forma saudável, intensamente, com qualidade de vida, desafogo financeiro, afetos, inteligência de emoções. Na sociedade em que vivemos um dos espelhos de qualidade de vida, é a condição de vida dos cidadãos mais velhos, dos jovens trabalhadores e trabalhadores licenciados, do alcance do Salário Mínimo Nacional. À condição frágil de décadas consecutivas, acentuou-se o agravamento e o empobrecimento da sociedade Portuguesa.
Os tempos de confraternização familiar, mesmo limitados, vão ser de enormes dificuldades e privações. Quem por cegueira ocultar esta desumana realidade está a contribuir para um regime cada vez mais desigual e cruel.
A cada um de nós, dentro do que for tangível, que seja possível manter a magia desta tradição, sobretudo na distribuição de afetos aos milhões de cidadãos esquecidos e marginalizados ao longo de todo o ano, que os respeitemos durante todos os dias do calendário.
A tradição diz que o bacalhau deve chegar à mesa cozido. Porém, deixo a sugestão de uma receita de conforto, fácil, simples, económica, saborosa, alegre e triunfante.
“Bacalhau com Cogumelos”
Bom apetite!
Um abraço gastronómico.