por Mário Moreira
O Natal está à porta. Seguramente o mais impessoal e mais “frio” de sempre. A “virtualidade” do momento não lhe presta a conferir os afetos, a confraternização, a partilha, a alegria do reboliço inquieto e aceso das crianças que o torna em momento único e lhe dá o brilho inagualável, de outros tempos.
Vivemos um tempo dificil, muito curto e apertado, para estarmos com quem amamamos de forma descontraida, aberta, prontos a dar e receber, neste ciclo de vida cada vez mais condicionado, mas sempre de enorme protesto e insatisfação.
Num tempo que nos faz lembrar a paz, cada vez mais necessária num mundo em que a desavença de uns arrasta tantos outros, as forças do império esmagam o que de mais rico há na humanidade. Vivemos a credibilidade perdida, acentuam-se os tiques de violência, o egoísmo, a luta por interesses instalados na defesa da sua condição em detrimento dos esquecidos de sempre.
Nesta ação de troca, os temperos desta época são o melhor remédio, os sabores e aromas que nos deleitam para os sentidos num arrebatamento para o corpo e para a sua razão, fazem-nos lembrar tempos de infância. Um dos segredos para desfrutar do momento é planificar de forma descontraida as compras evitando agitanção, nervosismo, stress, ajuntamentos inesperados.
Deixo duas sugestões diferentes:
“Doce de chila com amêndoa no forno”
“Castanhas de Ovos da Avózinha”
Efetuar bolinhas com a ajuda de farinha, espetar delicadamente num espeto para passar as castanhas em gema de ovo. Depois de efetuar esta operação, com as costas de um grafo primir um pouco. Alourar cada uma numa chapa ou se tiver um maçarico, cororar um pouco, ou então levar ao forno em tabuleiro até tostar. Colocar em forminhas de papel, polvilhar com açúcar em pó e servir.
Bom apetite!
Um abraço gastronómico.